{"id":29229,"date":"2026-04-27T08:21:58","date_gmt":"2026-04-27T11:21:58","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunalbrasilia.com.br\/?p=29212"},"modified":"2026-04-27T08:21:58","modified_gmt":"2026-04-27T11:21:58","slug":"programa-viva-flor-tecnologia-no-combate-a-violencia-domestica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zerohoranews.com\/?p=29229","title":{"rendered":"Programa Viva Flor: tecnologia no combate \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sistema da SSP-DF, que monitora v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica e agressores em tempo real, atende a 1,8 mil mulheres. Desde que foi criado, em 2017, foram 3 mil participantes e n\u00e3o houve casos de feminic\u00eddio entre elas<\/h2>\n\n\n\n<p><small>Programa Viva Flor: na Sala Lil\u00e1s, \u00e9 realizado o monitoramento &#8211; (cr\u00e9dito: Marcelo Ferreira\/CB\/D.A Press)<\/small><\/p>\n\n\n\n<p>No Distrito Federal, mais de 1,8 mil mulheres levam consigo a fronteira entre a vulnerabilidade e a sobreviv\u00eancia na palma da m\u00e3o. O programa Viva Flor, criado pela Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica (SSP-DF), atingiu a marca hist\u00f3rica de atendimentos ao transformar o monitoramento em tempo real como um dos principais instrumentos de enfrentamento contra a viol\u00eancia dom\u00e9stica e o feminic\u00eddio na capital. O Viva Flor come\u00e7ou como projeto-piloto em 2017 e foi implementado oficialmente no ano seguinte. Desde ent\u00e3o, atendeu a mais de tr\u00eas mil participantes. Entre elas, n\u00e3o houve nenhum caso de feminic\u00eddio.&nbsp;Este ano, ocorreram 17 pris\u00f5es a partir do uso do programa.&nbsp;<a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaB1U9a002T64ex1Sy2w\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O sistema monitora, durante as 24 horas do dia, v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica e seus agressores. A principal ferramenta operacional do programa \u00e9 o&nbsp;Dispositivo de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Pessoa (DPP), similar a um smartphone customizado, que possibilita \u00e0 mulher pedir ajuda de forma remota. Ao mesmo tempo, \u00e9 instalada uma tornozeleira eletr\u00f4nica no agressor.&nbsp;Paralelamente, de acordo com a SSP-DF, h\u00e1 solu\u00e7\u00f5es complementares, como um aplicativo instalado no celular, que podem ser utilizadas como apoio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A mulher encaminhada ao programa recebe atendimento especializado e humanizado em um espa\u00e7o apropriado, a Sala Lil\u00e1s, na SSP-DF e \u00e9 orientada sobre o uso do dispositivo.&nbsp;\u00c0 v\u00edtima, tamb\u00e9m \u00e9 aplicado um question\u00e1rio sociodemogr\u00e1fico para monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de risco envolvido e da sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a com o uso do dispositivo.&nbsp;Diante da presen\u00e7a e\/ou grave amea\u00e7a do agressor, ao acionar o bot\u00e3o &#8220;PRECISO DE AJUDA&#8221; do dispositivo, a viatura policial mais pr\u00f3xima presta socorro emergencial.Play Video<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se ela possui um celular compat\u00edvel com o aplicativo e tem condi\u00e7\u00f5es de arcar com um pacote de dados, n\u00f3s instalamos o aplicativo j\u00e1 na delegacia. Caso ela n\u00e3o tenha essa condi\u00e7\u00e3o, n\u00f3s entregamos o dispositivo. Em qualquer um dos casos, a mulher n\u00e3o sai da delegacia desamparada&#8221;, explica Regilene Siqueira, delegada da Deam 2 e secret\u00e1ria-executiva institucional de Pol\u00edticas de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um cen\u00e1rio onde o DF registrou mais de sete mil den\u00fancias de viol\u00eancia dom\u00e9stica em 2025, segundo dados do Minist\u00e9rio P\u00fablico (MPDFT), o programa representa mais prote\u00e7\u00e3o para as v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso o agressor se aproxime da v\u00edtima, a Pol\u00edcia Militar \u00e9 acionada automaticamente. Todo controle \u00e9 feito em uma sala na sede da SSP-DF. &#8220;A v\u00edtima que est\u00e1 inclu\u00edda no programa n\u00e3o concorre com nenhuma outra ocorr\u00eancia. A situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia \u00e9 a prioridade&#8221;, destaca Regilene. Seja pelo DPP ou aplicativo, o objetivo \u00e9 o mesmo. &#8220;As duas formas contam com a possibilidade de georreferenciamento da v\u00edtima, a gente consegue saber onde ela est\u00e1 em tempo real&#8221;, complementa. Ambos os fluxos v\u00e3o direto para o Centro de Opera\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Militar (Copom), que faz o atendimento e encaminha a viatura.<\/p>\n\n\n\n<p>Natasha* viveu um relacionamento abusivo de quase duas d\u00e9cadas. &#8220;Foi uma rela\u00e7\u00e3o de 18 anos. No come\u00e7o, eram ci\u00fames, muito por causa da diferen\u00e7a de idade. Depois, vieram as agress\u00f5es, primeiro com palavras, depois fisicamente&#8221;, conta.&nbsp;Para ela, a agilidade e as orienta\u00e7\u00f5es que agentes de seguran\u00e7a deram quando pediu ajuda foram muito importantes. &#8220;Eles me explicaram tudo l\u00e1, ainda na delegacia, e eu baixei o aplicativo. Antes, para chamar a pol\u00edcia, era muito demorado. Tinha que ligar, explicar endere\u00e7o, nome, tudo&#8221;, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>O tempo de resposta e o deslocamento da viatura depende da dist\u00e2ncia de onde o acionamento foi feito. Conforme a SSP-DF, esse processo n\u00e3o deve demorar mais de 10 minutos. Cada segundo \u00e9 crucial para uma prote\u00e7\u00e3o bem-sucedida e Natasha* sabe bem disso. &#8220;Teve um dia em que ele (agressor) apareceu e eu fiquei muito nervosa. Acionei o aplicativo e, em quest\u00e3o de dois minutos, a pol\u00edcia chegou&#8221;, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>O esfor\u00e7o para manter o Viva Flor \u00e9 conjunto. Fazem parte da parceria: SSP-DF, Secretaria da Mulher (SMDF), Tribunal de Justi\u00e7a do DF e Territ\u00f3rios (TJDFT), Minist\u00e9rio P\u00fablico e Defensoria P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/midias.correiobraziliense.com.br\/_midias\/jpg\/2026\/04\/26\/cid-medida-protetiva-66445079.jpg\" alt=\"CID-Medida protetiva\" title=\"Din\u00e2mica do dispositivo DPP\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Din\u00e2mica do dispositivo DPP<small>(foto: Valdo Virgo)<\/small><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Acesso<\/h3>\n\n\n\n<p>Podem participar mulheres e meninas, moradoras do DF e em situa\u00e7\u00e3o de risco extremo de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, encaminhadas pelo Poder Judici\u00e1rio ou por medida administrativa concedida pelo delegado de pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, em articula\u00e7\u00e3o com o Poder Judici\u00e1rio, o ingresso no programa, antes realizado apenas por decis\u00e3o judicial, foi ampliado para encaminhamentos feitos diretamente pelas Deams. No ano passado,&nbsp;a pol\u00edtica foi estendida para cinco delegacias circunscricionais: Parano\u00e1 (6\u00aa DP), Planaltina (16\u00aa DP), Brazl\u00e2ndia (18\u00aa DP), Gama (20\u00aa DP) e Recanto das Emas (27\u00aa DP). Essa expans\u00e3o resultou em um aumento de 82,2% no n\u00famero de mulheres assistidas, que passou de 863 (2024) para 1.572 atendidas (2025).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do encaminhamento via Judici\u00e1rio, ap\u00f3s a ocorr\u00eancia e primeiro atendimento realizado nas delegacias, o ju\u00edz ir\u00e1 analisar o pedido de medida protetiva e ir\u00e1 oferecer \u00e0 v\u00edtima a entrada no programa. Caso seja aceito, uma decis\u00e3o judicial \u00e9 expedida com todas as regras da medida protetiva para o monitoramento eletr\u00f4nico, incluindo a dist\u00e2ncia m\u00ednima que o agressor deve manter da v\u00edtima e os locais que ele n\u00e3o poder\u00e1 frequentar, assim como o prazo de dura\u00e7\u00e3o que essa decis\u00e3o ter\u00e1. Ap\u00f3s a emiss\u00e3o das regras, elas s\u00e3o enviadas \u00e0 Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas (DMPP) da SSP-DF e cadastradas no sistema do programa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A v\u00edtima \u00e9 contactada e orientada a ir \u00e0 Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica para receber o dispositivo eletr\u00f4nico. No local, ela tamb\u00e9m \u00e9 instru\u00edda sobre como deve usar o aparelho. Em meio a esse processo, a tornozeleira eletr\u00f4nica \u00e9 instalada no agressor, monitorando-o 24 horas por dia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s uma atualiza\u00e7\u00e3o feita em 2023, v\u00edtimas que ainda n\u00e3o t\u00eam medida protetiva passaram a poder utilizar o Viva Flor. &#8220;Mulheres que est\u00e3o no balc\u00e3o da delegacia registrando a primeira ocorr\u00eancia tamb\u00e9m podem ter acesso ao programa, desde que verificada a situa\u00e7\u00e3o de risco grave em que ela se encontra. Nesse caso, o pr\u00f3prio delegado de pol\u00edcia pode fazer o encaminhamento para o programa&#8221;, detalha Regilene. Inicialmente, esse processo era realizado apenas por ju\u00edzes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Desafios<\/h3>\n\n\n\n<p>A delegada Regilene Siqueira avalia que h\u00e1 desafios para o pleno funcionamento do sistema. &#8220;O programa n\u00e3o funciona da maneira adequada se a gente n\u00e3o tiver o servidor (sistema de rede) apto a fazer esse atendimento&#8221;, observa. Al\u00e9m disso, h\u00e1 a barreira da falta de den\u00fancia por parte da v\u00edtima. &#8220;\u00c0s vezes, ela n\u00e3o consegue falar. \u00c0s vezes, ela mesma n\u00e3o sabe que est\u00e1 sofrendo viol\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 simples tratar com essa mulher&#8221;, ressalta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No sentido de ampliar e aprimorar o servi\u00e7o, a Deam est\u00e1 em tratativas com a nova pasta criada pela governadora Celina Le\u00e3o, a Secretaria de Governan\u00e7a Digital e Integra\u00e7\u00e3o. &#8220;Essa secretaria vem com o prop\u00f3sito exatamente de pegar todos os projetos tecnol\u00f3gicos que est\u00e3o rodando no GDF e faz\u00ea-los rodar de maneira integrada. No que diz respeito ao enfrentamento da viol\u00eancia contra a mulher, temos diversas demandas para essa pasta&#8221;, adianta a delegada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada de fam\u00edlia e especialista em viol\u00eancia dom\u00e9stica Hangra Leite considera que a&nbsp;constante evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica \u00e9 um dos principais aspectos positivos do programa.&nbsp;&#8220;O dispositivo \u00e9 uma ferramenta muito importante. N\u00e3o elimina o risco, mas reduz o tempo de resposta estatal. Nesse cen\u00e1rio, o acompanhamento cont\u00ednuo \u00e9 essencial para eliminar a situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade para a v\u00edtima&#8221;, salienta. &#8220;O uso da tornozeleira para o monitoramento \u00e9 muito importante. Por isso, \u00e9 fundamental continuar fazendo investimentos cont\u00ednuos para tecnologia e capacita\u00e7\u00e3o de profissionais&#8221;, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da atua\u00e7\u00e3o e do acompanhamento prestado \u00e0s v\u00edtimas, a advogada v\u00ea que h\u00e1 pontos que precisam ser aprimorados. &#8220;Muitos mecanismos no campo jur\u00eddico dependem de medidas protetivas previamente deferidas, o que nem sempre ocorre com a urg\u00eancia necess\u00e1ria&#8221;, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hangra Leite alerta, no entanto, que novas medidas devem ser pensadas para integrar a iniciativa. &#8220;\u00c9 urgente que um modelo de preven\u00e7\u00e3o seja pensado&#8221;, enfatiza. A advogada ressalta que o programa deve ser desenvolvido de forma multifacetada. &#8220;Programas de preven\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o de sinais de escalada da viol\u00eancia s\u00e3o fundamentais para evitar que o ciclo chegue a n\u00edveis extremos&#8221;,&nbsp;assinala.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho para manter o funcionamento do Viva Flor \u00e9 conjunto. &#8220;A gente tem trabalhado tamb\u00e9m muito perto do Poder Judici\u00e1rio, muito perto dos \u00f3rg\u00e3os que integram a Rede de Prote\u00e7\u00e3o, Secretaria da Mulher, Defensoria P\u00fablica, Minist\u00e9rio P\u00fablico. Todos esses \u00f3rg\u00e3os t\u00eam nos ajudado a democratizar essa ferramenta que evita o feminic\u00eddio&#8221;, comentou Regilene.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Onde pedir ajuda<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Ligue 190: Pol\u00edcia Militar<\/li>\n\n\n\n<li>Ligue 197: Pol\u00edcia Civil<\/li>\n\n\n\n<li>Ligue 180: Central de Atendimento \u00e0 Mulher, canal da Secretaria Nacional de Pol\u00edticas para as Mulheres<\/li>\n\n\n\n<li>Deam 1: atende todo o DF, exceto Ceil\u00e2ndia.&nbsp;End.: EQS 204\/205, Asa Sul; tel.: 3207-6172 \/ 3207-6195 \/ 98362-5673<\/li>\n\n\n\n<li>Deam 2: atende Ceil\u00e2ndia.&nbsp;End.: St. M, QNM 2, Ceil\u00e2ndia; tel.: 3207-7391 \/ 3207-7408 \/ 3207-7438<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">No Viva Flor, al\u00e9m das&nbsp;delegacias especializadas, outras fazem parte do fluxo de prote\u00e7\u00e3o:<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Parano\u00e1 (6\u00aa DP): AE Q. 33 Lote 04&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>Planaltina (16\u00aa DP): Rua 02 de Abril, s\/n Qd 75 Lt 76<\/li>\n\n\n\n<li>Brazl\u00e2ndia (18\u00aa DP): SN Q. 03 AE 04<\/li>\n\n\n\n<li>Gama (20\u00aa DP): AE 02, Entrequadra 13\/17&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>Recanto das Emas (27\u00aa DP): Quadra 305, Conjunto 01, Lote 02, AE&nbsp;&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>* Nome fict\u00edcio para preservar&nbsp;a identidade da entrevistada<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sistema da SSP-DF, que monitora v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica e agressores em tempo real, atende a 1,8 mil mulheres. 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