{"id":29705,"date":"2026-05-16T04:30:46","date_gmt":"2026-05-16T07:30:46","guid":{"rendered":"https:\/\/zerohoranews.com\/?p=29705"},"modified":"2026-05-16T04:30:46","modified_gmt":"2026-05-16T07:30:46","slug":"aos-110-anos-dona-luzia-conserva-memorias-dos-primeiros-passos-no-df","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zerohoranews.com\/?p=29705","title":{"rendered":"Aos 110 anos, dona Luzia conserva mem\u00f3rias dos primeiros passos no DF"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Aos<strong> 110 anos,<\/strong> Luzia Silvana da Silva, moradora de Brazl\u00e2ndia (DF),<strong> est\u00e1 entre as pessoas mais idosas do Brasil<\/strong>. O atual recordista \u00e9 um mineiro de 113 anos. Dona Luzia vive cercada pelas filhas, netos, bisnetos e tataranetos. H\u00e1 quase cinco d\u00e9cadas no Distrito Federal, o legado, a liberdade e os ensinamentos da dona de casa atravessam gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><span class=\"highlight\">Dona Luzia revive passagens da pr\u00f3pria trajet\u00f3ria enquanto recebe cuidados constantes das quatro filhas que vivem com ela:<\/span> Maria Helena, de 77 anos, Maria Madalena, 68, Maria Oneide, 76, e Maria da Guia, a filha mais velha, com 80 anos, que se organizam diariamente para acompanh\u00e1-la.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cN\u00f3s estamos aqui h\u00e1 49 anos. Chegamos aqui em 1977\u201d, contou a idosa em entrevista ao <strong>Metr\u00f3poles.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Nascida no ano de 1915 na cidade de Floriano, no Piau\u00ed, dona Luzia viveu grande parte da vida entre trabalhos dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o da avan\u00e7ada idade, dona Luiza recebeu a ajuda das filhas para reconstruir as lembran\u00e7as durante a entrevista.<\/p>\n<h2>Vida no Distrito Federal<\/h2>\n<p><span class=\"highlight\">Ao chegar ao DF, a fam\u00edlia passou primeiro por Taguatinga<\/span>, quando boa parte da regi\u00e3o ainda tinha ruas de terra e poucos im\u00f3veis estruturados. <span class=\"highlight\">Depois, seguiram para Brazl\u00e2ndia, onde permanecem at\u00e9 hoje.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>As filhas contam que <strong>dona Luzia sempre foi independente<\/strong>. Viajava sozinha entre o Maranh\u00e3o, Piau\u00ed e Bras\u00edlia, pegava \u00f4nibus sem ajuda e cuidava da casa e dos filhos praticamente sozinha enquanto o marido, que morreu em 2000, trabalhava.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEla vinha sozinha pra Bras\u00edlia naquela \u00e9poca. Era muito independente\u201d, contou uma das filhas.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ela tamb\u00e9m gostava muito de sair e dan\u00e7ar e conta que andava at\u00e9 \u201c10 l\u00e9guas\u201d para ir para festas.<\/p>\n<div class=\"splide-container\">\n<div class=\"pre-slider\">\n<div class=\"splide__first\">\n<div class=\"splide__slide\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"splide__thumb-list\">\n<div class=\"splide__slide\">\n<p><span>2 imagens<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"splide main-slider hide\">\n<p><button><span>Fechar modal.<\/span><\/button><\/p>\n<div class=\"splide__metropoles-logo\"><\/div>\n<div class=\"splide__track\">\n<div class=\"splide__list\">\n<div class=\"splide__slide\">\n<div class=\"splide__image\"><\/div>\n<div class=\"splide__content\"><span class=\"splide__current-slide\">1 de 2<\/span><\/p>\n<p class=\"splide__caption\">A casa em que vive \u00e9 cercada de carinho, fam\u00edlia e artigos religiosos<\/p>\n<p><span class=\"splide__credits\">Metr\u00f3poles<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"splide__slide\">\n<div class=\"splide__image\"><\/div>\n<div class=\"splide__content\"><span class=\"splide__current-slide\">2 de 2<\/span><\/p>\n<p class=\"splide__caption\">Luzia acompanhada das quatro filhas <\/p>\n<p><span class=\"splide__credits\">Metr\u00f3poles<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><span class=\"highlight\">A fam\u00edlia \u00e9 grande: s\u00e3o dez filhos, seis homens e quatro mulheres<\/span>. Cinco filhos seguem vivos. Al\u00e9m das quatro filhas que cuidam de Luzia em Bras\u00edlia, um outro filho segue morando no Piau\u00ed.<\/p>\n<p>Ao longo das d\u00e9cadas, a fam\u00edlia cresceu entre netos, bisnetos e tataranetos espalhados pelo Brasil e at\u00e9 fora do pa\u00eds, incluindo Portugal e Alemanha. Madalena, a ca\u00e7ula da fam\u00edlia, exibe, com orgulho, o \u00e1lbum de fotos da fam\u00edlia, que inclui fotos de seus pais, irm\u00e3os.<\/p>\n<p>\nMesmo com limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e cognitivas causadas pela idade avan\u00e7ada, dona Luzia ainda mant\u00e9m alguns h\u00e1bitos afetivos.<\/p>\n<p>Segundo as filhas, Luiza gostava de fazer croch\u00ea e caminhar pela casa. At\u00e9 hoje, pede linhas para auxiliar a filha mais velha, mesmo que j\u00e1 n\u00e3o consiga mais produzir pe\u00e7as.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEla pega a linha e fica ali, mexendo, como se estivesse crocheteando\u201d, contou a filha Maria Madalena.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Organiza\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia para cuidados<\/h2>\n<p>A rotina da fam\u00edlia inclui constante cuidado com a matriarca. Dona Luzia ainda consegue pedir ajuda para ir ao banheiro. <span class=\"highlight\">As filhas se organizam para que ela nunca fique sozinha.<\/span><\/p>\n<blockquote><p>\u201cTem que ficar sempre algu\u00e9m com ela. Todo mundo mora perto justamente pra ajudar\u201d, explicou uma das filhas.<\/p><\/blockquote>\n<p>A hist\u00f3ria de dona Luzia chegou \u00e0 Defensoria P\u00fablica do Distrito Federal (DPDF), que ajuizou uma a\u00e7\u00e3o de interdi\u00e7\u00e3o com pedido de curatela em favor da idosa. A medida foi solicitada pela filha Madalena, respons\u00e1vel pelos cuidados di\u00e1rios, diante das limita\u00e7\u00f5es severas que comprometem a capacidade de Luiza de praticar atos da vida civil.<\/p>\n<p>Segundo a Defensoria, dona Luzia apresenta comprometimentos permanentes das capacidades cognitivas e f\u00edsicas, condi\u00e7\u00e3o que dificulta decis\u00f5es relacionadas a quest\u00f5es banc\u00e1rias, servi\u00e7os de sa\u00fade e administra\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios. Atualmente, ela recebe um sal\u00e1rio m\u00ednimo por meio de benef\u00edcio assistencial.<\/p>\n<p>O defensor p\u00fablico Fernando Henrique Lopes Honorato, respons\u00e1vel pelo caso, explica que a medida busca garantir prote\u00e7\u00e3o e dignidade \u00e0 idosa.<\/p>\n<p>\u201cA interdi\u00e7\u00e3o, nesses casos, n\u00e3o tem car\u00e1ter punitivo. \u00c9 uma medida de prote\u00e7\u00e3o e dignidade, que permite que um familiar represente legalmente a pessoa idosa em situa\u00e7\u00f5es essenciais do dia a dia\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Cuidada pelas filhas, que retribuem o afeto, o zelo e o carinho de toda uma vida, o legado de dona Luzia \u00e9 honrado pela fam\u00edlia e inspira gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/distrito-federal\/aos-110-anos-dona-luzia-conserva-memorias-dos-primeiros-passos-no-df\">Tribunal Bras\u00edlia <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos 110 anos, Luzia Silvana da Silva, moradora de Brazl\u00e2ndia (DF), est\u00e1 entre as pessoas mais idosas do Brasil. 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