{"id":30568,"date":"2026-10-13T12:00:58","date_gmt":"2026-10-13T15:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/zerohoranews.com\/?p=30568"},"modified":"2026-10-13T12:00:58","modified_gmt":"2026-10-13T15:00:58","slug":"nao-resistir-nunca-foi-uma-opcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zerohoranews.com\/?p=30568","title":{"rendered":"n\u00e3o resistir nunca foi uma op\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>A depender do resultado das urnas, s\u00f3 n\u00e3o vale dizer que a gente n\u00e3o sabe como ser\u00e1 \u201cO Dia Depois de Amanh\u00e3\u201d (2004), para lembrar um dos filmes-cat\u00e1strofe de Roland Emmerich, especialmente na c\u00fapula dos tribunais superiores. <span class=\"highlight\"><strong>K\u00e1ssio Nunes Marques e Andr\u00e9 Mendon\u00e7a \u2014 respectivamente, presidente e vice do TSE e tamb\u00e9m membros do STF \u2014 se oferecem como nossos guias nos c\u00edrculos eventualmente vindouros do inferno. Se acontecer de a dupla ser o Virg\u00edlio que a hist\u00f3ria nos reserva (Santo Deus!), n\u00e3o haver\u00e1 nem Beatriz nem Para\u00edso como promessas de futuro para n\u00f3s, os Dantes que assistir\u00e3o \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span>. Se a mat\u00e9ria \u00e9 Justi\u00e7a, teremos de falar de duas pe\u00e7as de teatro: \u201cO Inspetor Geral\u201d de G\u00f3gol, e \u201cAs Bruxas de Sal\u00e9m\u201d, de Arthur Miller.<\/p>\n<p>No filme de Emmerich a que aludi, h\u00e1 reden\u00e7\u00e3o e esperan\u00e7a, a exemplo de outros que dirigiu e que voc\u00eas podem ter visto: \u201cIndependence Day\u201d (1996), \u201cGodzilla\u201d (1998) e \u201cIndependence Day \u2013 O Ressurgimento\u201d (2016). Desde a Gr\u00e9cia Antiga, a fun\u00e7\u00e3o da trag\u00e9dia \u00e9 extremar os males dos indiv\u00edduos e do mundo para a expia\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n<p><span class=\"highlight\"><strong>O g\u00eanero, no entanto, tamb\u00e9m nos reserva o deboche sem sa\u00edda de \u201cN\u00e3o Olhe para Cima\u201d (2021), de Adam McKay, e o espetacular \u201cMelancolia\u201d (2011), do pol\u00eamico, para dizer pouco, Lars von Trier. Note que, nesse caso, o fim dos tempos \u00e9, na verdade, uma met\u00e1fora da desesperan\u00e7a e do niilismo, ainda que o mundo fosse um doce de coco. \u00c9 uma sorte que Von Trier tenha mantido algumas besteiras que diz em entrevistas longe de seus filmes.<\/strong><\/span><\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>N\u00e3o est\u00e1 escrito em lugar nenhum, em suma, que, no fim, tudo dar\u00e1 certo. \u201cEst\u00e1, sim, Reinaldo! L\u00e1, no Apocalipse de Jo\u00e3o.\u201d Huuummm\u2026 A que pre\u00e7o! Os que investem em sa\u00eddas apocal\u00edpticas est\u00e3o sempre convictos de que, no fim da hist\u00f3ria, estar\u00e3o alinhados com os vencedores. Sei\u2026 Para esses, ofere\u00e7o como advert\u00eancia <em>\u201cSaturno Devorando um Filho\u201d<\/em>, de Goya (imagem na abertura).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>QUERO VIRAR VOTOS?<\/strong><br \/>\u201cAh, Reinaldo, entendi. Vai tentar mudar votos de leitores acenando com o desastre\u2026\u201d Eu??? Acho que sou bem mais modesto do que talvez aparente. <span class=\"highlight\"><strong>N\u00e3o tenciono interferir na escolha de ningu\u00e9m. E, como resta \u00f3bvio, a minha \u00e9 muito clara. O que falo e escrevo circula bastante nas redes e na tal \u201cm\u00eddia\u201d sem pretender arrebanhar almas. Ademais, creio que a totalidade dos que me acompanham j\u00e1 fez a sua escolha. \u201cE por que escreve?\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029Va9kFgRId7nRaEwtHh1m\" class=\"flex justify-center items-center gap-3 px-3 py-2.5 bg-green-500 text-white! no-underline! font-bold rounded-full my-4\"><span class=\"inline-flex gap-3 items-center max-w-10\/12 text-sm leading-4.5 font-semibold font-sans tracking-tighter whitespace-pre-line md:whitespace-normal xs:max-w-9\/12 md:text-lg md:max-w-full\"><svg width=\"40\" height=\"40\" viewbox=\"0 0 24 24\" fill=\"currentColor\" aria-hidden=\"true\" class=\"shrink-0\"><path d=\"M17.472 14.382c-.297-.149-1.758-.867-2.03-.967-.273-.099-.471-.148-.67.15-.197.297-.767.966-.94 1.164-.173.199-.347.223-.644.075-.297-.15-1.255-.463-2.39-1.475-.883-.788-1.48-1.761-1.653-2.059-.173-.297-.018-.458.13-.606.134-.133.298-.347.446-.52.149-.174.198-.298.298-.497.099-.198.05-.371-.025-.52-.075-.149-.669-1.612-.916-2.207-.242-.579-.487-.5-.669-.51-.173-.008-.371-.01-.57-.01-.198 0-.52.074-.792.372-.272.297-1.04 1.016-1.04 2.479 0 1.462 1.065 2.875 1.213 3.074.149.198 2.096 3.2 5.077 4.487.709.306 1.262.489 1.694.625.712.227 1.36.195 1.871.118.571-.085 1.758-.719 2.006-1.413.248-.694.248-1.289.173-1.413-.074-.124-.272-.198-.57-.347m-5.421 7.403h-.004a9.87 9.87 0 01-5.031-1.378l-.361-.214-3.741.982.998-3.648-.235-.374a9.86 9.86 0 01-1.51-5.26c.001-5.45 4.436-9.884 9.888-9.884 2.64 0 5.122 1.03 6.988 2.898a9.825 9.825 0 012.893 6.994c-.003 5.45-4.437 9.884-9.885 9.884m8.413-18.297A11.815 11.815 0 0012.05 0C5.495 0 .16 5.335.157 11.892c0 2.096.547 4.142 1.588 5.945L.057 24l6.305-1.654a11.882 11.882 0 005.683 1.448h.005c6.554 0 11.890-5.335 11.893-11.893A11.821 11.821 0 0020.465 3.488\"\/><\/svg>Entre no canal de WhatsApp <!-- --><br \/>\n<!-- -->do<!-- --> <!-- -->Metr\u00f3poles<\/span><\/a><\/p>\n<p>Porque \u00e9 uma esp\u00e9cie de carta para o futuro, com todas as suas ousadias e erros. Ainda estamos aqui, afinal. Em \u201cCartas a Milena\u201d, reuni\u00e3o das missivas de Kafka \u00e0 tradutora tcheca Milena Jesensk\u00e1, o autor observa \u2014 <a href=\"https:\/\/ler.amazon.com.br\/?asin=B0H65PHLKM&amp;ref_=dbs_t_r_khbodl\"><strong>voc\u00eas encontram uma tradu\u00e7\u00e3o no Kindle<\/strong><\/a>:<\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>\u201c(\u2026) escrever cartas significa expor-se nu diante dos fantasmas, que esperam por isso com avidez. Os beijos escritos n\u00e3o chegam a seu destino, mas s\u00e3o bebidos no caminho pelos fantasmas. Por meio desse alimento farto \u00e9 que eles se multiplicam de modo t\u00e3o descomunal. A humanidade pressente isso e luta contra. Ela inventou \u2014 para, na medida do poss\u00edvel, eliminar o fantasmag\u00f3rico entre as pessoas e alcan\u00e7ar o trato natural \u2014 a paz das almas, a ferrovia, o autom\u00f3vel, o aeroplano, mas n\u00e3o adianta nada. (\u2026) Os esp\u00edritos n\u00e3o passar\u00e3o fome, mas n\u00f3s pereceremos.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A excelente tradu\u00e7\u00e3o de Torrieri Guimar\u00e3es (ilustra\u00e7\u00e3o no alto) s\u00f3 nos sebos, se houver.<\/p>\n<p><strong>DE VOLTA SEM NUNCA TER FUGIDO<\/strong><br \/>Aparentemente, leitores, demorei um tanto para chegar ao objeto do texto, anunciado l\u00e1 no primeiro par\u00e1grafo. Talvez seja uma forma de resist\u00eancia \u00e0 mis\u00e9ria intelectual que nos amea\u00e7a, como uma enchente lamacenta. De verdade, nunca sa\u00ed do tema. Estou no modo \u201calerta\u201d.<\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>J\u00e1 escrevi sobre o desprop\u00f3sito praticado por \u201cK\u00e1ssio com K\u201d ao tirar do ar o canal \u201cEx\u00e9rcito de Lula\u201d \u2014 decis\u00e3o suspensa pelo ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva; o plen\u00e1rio do TSE dar\u00e1 a palavra final. N\u00e3o basta dizer que o presidente do tribunal aplicou censura sem ler. Isso \u00e9 pouco. \u00c9 at\u00e9 besteira sustentar que a n\u00e3o leitura est\u00e1 na raiz de um equ\u00edvoco. N\u00e3o se trata de descuido, mas de m\u00e9todo. Ele tamb\u00e9m est\u00e1 mandando uma carta fantasmag\u00f3rica para o que aposta ser o futuro. O conjunto, a seu modo, \u00e9\u2026 kafkiano.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>JUIZ DE CHANCHADA<\/strong><br \/>O que um russo do s\u00e9culo 19 e um americano do p\u00f3s-guerra t\u00eam a ver com a canetada do ministro K\u00e1ssio? Tudo, meus caros!<\/p>\n<p><span class=\"highlight\"><strong>Em \u201c<em>O Inspetor Gera<\/em>l\u201d, de G\u00f3gol (1836), um vilarejo no interior profundo da R\u00fassia \u00e9 alertado de que um auditor do governo central desembarcar\u00e1 disfar\u00e7ado na regi\u00e3o. O prefeito, o magistrado, o chefe do hospital e o supervisor de ensino \u2014 todos agarrados a seus desmandos \u2014 entram em desespero. Acabam confundindo um burocrata insignificante de S\u00e3o Petersburgo, o pobret\u00e3o Khlestakov, que visita o local, com a temida autoridade.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O rapaz, percebendo a patuscada, \u00e9 esperto o bastante para sustentar o mal-entendido, passando a embolsar subornos camuflados de \u201cempr\u00e9stimos\u201d. Ningu\u00e9m precisou desmascarar os l\u00edderes locais: eles pr\u00f3prios se entregaram.<\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>Dentre essas autoridades, a figura mais asquerosa \u00e9 o juiz Ammos Fi\u00f3dorovitch Liapkin-Ti\u00e1pkin. O magistrado ostenta um chicote de montaria na antessala do tribunal, tolera gansos caminhando entre os cidad\u00e3os e aceita de bom grado filhotes de c\u00e3es de ca\u00e7a como \u201cpresentes\u201d inofensivos em troca de seus vereditos. N\u00e3o enxerga nenhuma imoralidade em sua conduta. O ju\u00edzo dele opera por conveni\u00eancia, capricho e dissimula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O farsante acaba enviando uma carta a um amigo mangando dos lar\u00e1pios, mas a mensagem \u00e9 interceptada e lida em voz alta pelo chefe dos Correios, um not\u00f3rio bisbilhoteiro. <span class=\"highlight\"><strong>Ocorre que, logo em seguida, um oficial de justi\u00e7a aparece e faz um pronunciamento: por ordem expressa do imperador, o verdadeiro inspetor geral, vindo de S\u00e3o Petersburgo, acaba de chegar \u00e0 hospedaria local e exige a presen\u00e7a dos bacanas. E a pe\u00e7a termina com todos congelados de medo<\/strong><\/span>.a<\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>Sup\u00f5e-se que o juiz de chanchada se encontrar\u00e1 com o seu destino. Ao menos ali\u2026<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>DEGRADA\u00c7\u00c3O TR\u00c1GICA<\/strong><br \/>Se G\u00f3gol trata a degrada\u00e7\u00e3o do Judici\u00e1rio e dos costumes como com\u00e9dia de erros, a trag\u00e9dia d\u00e1 as caras em<a href=\"https:\/\/pt.scribd.com\/document\/378939463\/Arthur-Miller-As-Bruxas-de-Salem-pdf\"><strong> As Bruxas de Sal\u00e9m<\/strong><\/a>, de Arthur Miller. Olhe-se de perto parta para as persogens Elizabeth Proctor e para o juiz Danforth.<\/p>\n<p>Trata-se de uma mulher decente, casada com John Proctor. Ocorre que o marido teve um caso amoroso no passado com a jovem Abigail Williams.<span class=\"highlight\"><strong> Movida por um misto de vingan\u00e7a, ci\u00fame e sadismo, a ex-amante percebe que a histeria coletiva contra a bruxaria, que tomava a cidade, \u00e9 a arma perfeita para atingir aquela que considerva sua rival.<\/strong><\/span><\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>Ela descobre que a criada de Elizabeth, Mary Warren, costurou uma boneca de pano no tribunal e deixou uma agulha espetada na barriga do brinquedo para guard\u00e1-la. Sabendo disso, Abigail espeta uma agulha na pr\u00f3pria barriga durante um jantar na casa do juiz e alega que o esp\u00edrito de Elizabeth a havia atacado. Quando a pol\u00edcia vai revistar a casa dos Proctor e encontra a tal agulha cravada na boneca, o tribunal aceita o objeto como uma \u201cprova de feiti\u00e7aria\u201d. <span class=\"highlight\"><strong>A partir da\u00ed, o absurdo assume o controle da m\u00e1quina judicial. O tribunal passa a tratar o del\u00edrio conspirat\u00f3rio e as alega\u00e7\u00f5es hist\u00e9ricas de Abigail como evid\u00eancias absolutas, enquanto a racionalidade de Elizabeth \u00e9 lida como frieza sat\u00e2nica.<\/strong><\/span> Quem assume uma culpa inexistente e chancela a narrativa oficial sobrevive; quem, como Elizabeth, sustenta a dignidade da verdade \u00e9 condenada \u00e0 morte. Ela s\u00f3 escapa do enforcamento porque est\u00e1 gr\u00e1vida.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>John desmascara a farsa, mas esbarra num tribunal que j\u00e1 tem a senten\u00e7a antes dos fatos. A pe\u00e7a, escrita no \u00e1pice do macartismo nos EUA dos anos 1950, culmina no dilema do marido de Elizabeth: ele aceita, inicialmente, assinar uma confiss\u00e3o falsa para salvar a pr\u00f3pria vida, mas rejeita que o documento seja pregado \u00e0 porta da igreja. Recusa a institucionaliza\u00e7\u00e3o da mentira, que destruiria o nome de sua fam\u00edlia. Destr\u00f3i o papel e caminha para a execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>Nessa trama de horror, destaca-se o juiz Danforth. Ele comanda o tribunal convicto de ser o pr\u00f3prio instrumento da vontade divina na Terra. Rejeita por princ\u00edpio a d\u00favida razo\u00e1vel porque isso implicaria admitir a possibilidade do erro. Prefere enforcar inocentes a admitir que o tribunal foi ludibriado. Os que dizem julgar sob inspira\u00e7\u00e3o divina servem apenas \u00e0 pr\u00f3pria certeza. Um sistema judicial que ignora o rito, que atropela o direito de defesa e que se guia por cren\u00e7as ideol\u00f3gicas pr\u00e9vias n\u00e3o faz justi\u00e7a: investe deliberadamente na barb\u00e1rie.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O DIA DEPOIS DE AMANH\u00c3<\/strong><br \/>Volto, ent\u00e3o, ao come\u00e7o, porque nunca sa\u00ed dele. Se K\u00e1ssio e Mendon\u00e7a forem mesmo os Virg\u00edlios que a hist\u00f3ria nos reserva, conv\u00e9m que n\u00f3s cheguemos ao inferno sabendo quem nos guia.<\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>A depender do que aconte\u00e7a, o dia depois de amanh\u00e3 j\u00e1 foi escrito pela hist\u00f3ria, pela literatura, pelo drama. Mando esta carta ao futuro, ainda que venha a ser bebida por fantasmas. E da\u00ed? Mantenho o pessimismo da intelig\u00eancia e o otimismo da vontade. N\u00e3o resistir n\u00e3o \u00e9 e nunca foi uma op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/colunas\/reinaldo-azevedo\/o-dia-depois-de-amanha-e-cartas-ao-futuro-nao-resistir-nunca-foi-uma-opcao\">Tribunal Bras\u00edlia <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A depender do resultado das urnas, s\u00f3 n\u00e3o vale dizer que a gente n\u00e3o sabe como ser\u00e1 \u201cO Dia Depois de Amanh\u00e3\u201d (2004), para lembrar um dos filmes-cat\u00e1strofe de Roland Emmerich, especialmente na c\u00fapula dos tribunais superiores. 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