{"id":33529,"date":"2026-08-11T03:33:48","date_gmt":"2026-08-11T06:33:48","guid":{"rendered":"https:\/\/zerohoranews.com\/?p=33529"},"modified":"2026-08-11T03:33:48","modified_gmt":"2026-08-11T06:33:48","slug":"denuncias-e-reclamacoes-crescem-36-na-rede-publica-do-df","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zerohoranews.com\/?p=33529","title":{"rendered":"den\u00fancias e reclama\u00e7\u00f5es crescem 36% na rede p\u00fablica do DF"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Os casos recentes e seguidos de gestantes que morreram durante o trabalho de parto, no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), acendem o alerta para os poss\u00edveis erros m\u00e9dicos na rede p\u00fablica de sa\u00fade do Distrito Federal. Segundo o painel da Ouvidoria do GDF, <strong>houve um aumento na quantidade somada de den\u00fancias e reclama\u00e7\u00f5es sobre o assunto.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Veja:<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com os dados, em 2025, foram 47 manifesta\u00e7\u00f5es (34 reclama\u00e7\u00f5es\/13 den\u00fancias) entre janeiro e 7 de agosto. J\u00e1 neste ano, no mesmo per\u00edodo, o n\u00famero chegou a 64 (56 reclama\u00e7\u00f5es\/8 den\u00fancias) \u2014 <span class=\"highlight\"><strong>um aumento de 36,17%.<\/strong><\/span> Em nota, a Secretaria de Sa\u00fade (SES-DF), negou que os dados refletem um aumento de casos (<em>leia a nota no fim desta reportagem<\/em>).<\/p>\n<p>No primeiro caso registrado no HRSam, em 10 de julho, Maria Graciana Andrade Alves morreu, aos 36 anos, durante o parto da filha. Familiares da gestante procuraram a Pol\u00edcia Civil (PCDF) relatando poss\u00edveis falhas no atendimento m\u00e9dico. A Secretaria de Sa\u00fade (SES-DF) tamb\u00e9m apura o caso.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029Vb5fRx32phHRJiFmFr3W\" class=\"flex justify-center items-center gap-3 px-3 py-2.5 bg-green-500 text-white! no-underline! font-bold rounded-full my-4\"><span class=\"inline-flex gap-3 items-center max-w-10\/12 text-sm leading-4.5 font-semibold font-sans tracking-tighter whitespace-pre-line md:whitespace-normal xs:max-w-9\/12 md:text-lg md:max-w-full\"><svg width=\"40\" height=\"40\" viewbox=\"0 0 24 24\" fill=\"currentColor\" aria-hidden=\"true\" class=\"shrink-0\"><path d=\"M17.472 14.382c-.297-.149-1.758-.867-2.03-.967-.273-.099-.471-.148-.67.15-.197.297-.767.966-.94 1.164-.173.199-.347.223-.644.075-.297-.15-1.255-.463-2.39-1.475-.883-.788-1.48-1.761-1.653-2.059-.173-.297-.018-.458.13-.606.134-.133.298-.347.446-.52.149-.174.198-.298.298-.497.099-.198.05-.371-.025-.52-.075-.149-.669-1.612-.916-2.207-.242-.579-.487-.5-.669-.51-.173-.008-.371-.01-.57-.01-.198 0-.52.074-.792.372-.272.297-1.04 1.016-1.04 2.479 0 1.462 1.065 2.875 1.213 3.074.149.198 2.096 3.2 5.077 4.487.709.306 1.262.489 1.694.625.712.227 1.36.195 1.871.118.571-.085 1.758-.719 2.006-1.413.248-.694.248-1.289.173-1.413-.074-.124-.272-.198-.57-.347m-5.421 7.403h-.004a9.87 9.87 0 01-5.031-1.378l-.361-.214-3.741.982.998-3.648-.235-.374a9.86 9.86 0 01-1.51-5.26c.001-5.45 4.436-9.884 9.888-9.884 2.64 0 5.122 1.03 6.988 2.898a9.825 9.825 0 012.893 6.994c-.003 5.45-4.437 9.884-9.885 9.884m8.413-18.297A11.815 11.815 0 0012.05 0C5.495 0 .16 5.335.157 11.892c0 2.096.547 4.142 1.588 5.945L.057 24l6.305-1.654a11.882 11.882 0 005.683 1.448h.005c6.554 0 11.890-5.335 11.893-11.893A11.821 11.821 0 0020.465 3.488\"\/><\/svg>Entre no canal de WhatsApp <!-- --><br \/>\n<!-- -->do<!-- --> <!-- -->Metr\u00f3poles DF<\/span><\/a><\/p>\n<p>Tr\u00eas dias depois, outra gr\u00e1vida faleceu no HRSam, tamb\u00e9m durante o parto. De acordo com a fam\u00edlia, Maria Aparecida Galdino dos Santos teria solicitado que fosse feita uma ces\u00e1rea, mas o pedido foi ignorado pela equipe m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, o esposo e pai da crian\u00e7a, Douglas Cardoso, contou ao <strong>Metr\u00f3poles<\/strong> que \u201cfoi um parto normal, mal conduzido e muito for\u00e7ado\u201d. Ap\u00f3s o nascimento da crian\u00e7a, a equipe percebeu que parte da placenta estava dentro da paciente. S\u00f3 que, segundo Douglas, isso s\u00f3 foi percebido ap\u00f3s Maria sofrer uma hemorragia.<\/p>\n<p>Em entrevista ao <strong>Metr\u00f3poles<\/strong>, tamb\u00e9m no per\u00edodo em que as mortes ocorreram, o diretor do HRSam Rafael Amaral Guimuzzi afirmou que os dois casos estavam sendo apurados no sentido de descobrir se houve algum tipo de falha durante os atendimentos.<\/p>\n<h2>Outros casos<\/h2>\n<p>S\u00f3 que os casos do Hospital de Samambaia n\u00e3o s\u00e3o isolados. Em abril, a coluna <strong>Na Mira<\/strong> noticiou que um m\u00e9dico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Brazl\u00e2ndia foi indiciado por homic\u00eddio culposo pela PCDF.<\/p>\n<p>A suspeita \u00e9 de que o servidor teria negligenciado o atendimento, o que pode ter contribu\u00eddo para a morte de uma paciente. O inqu\u00e9rito apontou que o m\u00e9dico deixou a mulher cair de uma cadeira de rodas durante o deslocamento dentro da UPA.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, Francisco Vieira, 69 anos, morreu ap\u00f3s sofrer um ataque card\u00edaco horas depois de receber alta da UPA do Gama. Ao <strong>Metr\u00f3poles<\/strong>, a filha de Francisco, Milca Vieira, contou que, na manh\u00e3 do dia 8, o pai reclamava de dores nas costas, nos ombros, al\u00e9m de falta de ar, e, por isso, foi levado \u00e0 unidade.<\/p>\n<p>Milca alegou que a demora na realiza\u00e7\u00e3o de exames que pudessem confirmar o real quadro do pai influenciaram na sua morte. \u201cQuando saiu o resultado, estava alt\u00edssimo, ou seja, ele j\u00e1 estava infartando. E ele continuou na sala vermelha, depois o pessoal chegou para fazer o ecocardiograma. Quando demorou um pouco, eu vi a correria dos m\u00e9dicos e falei: \u2018\u00c9 meu pai, ele n\u00e3o resistiu\u201d, detalhou.<\/p>\n<p>Em novembro de 2025, o Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios (TJDFT) condenou o GDF por falha na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico de sa\u00fade durante o trabalho de parto no Hospital Materno Infantil de Bras\u00edlia (Hmib), em outubro de 2022, ap\u00f3s uma menina nascer com sequelas neurol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Segundo a senten\u00e7a da 5\u00aa Turma C\u00edvel do TJDFT, o GDF dever\u00e1 pagar uma indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 100 mil por danos morais para a crian\u00e7a e R$ 50 mil para a m\u00e3e. O GDF tamb\u00e9m foi condenado a pagar pens\u00e3o vital\u00edcia \u00e0 crian\u00e7a no valor de tr\u00eas sal\u00e1rios-m\u00ednimos.<\/p>\n<p>A Justi\u00e7a analisou uma nota t\u00e9cnica elaborada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico (MPDFT) a partir da an\u00e1lise do prontu\u00e1rio fornecido pela SES-DF. Para os magistrados, o documento comprovou que o monitoramento fetal foi feito em intervalos superiores ao recomendado, retardando o diagn\u00f3stico de sofrimento fetal e contribuindo para as sequelas neurol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>No m\u00eas anterior, outra decis\u00e3o do TJDFT condenou o GDF a indenizar em R$ 40 mil uma paciente que ficou com uma compressa no abd\u00f4men por tr\u00eas anos ap\u00f3s uma cirurgia em um hospital p\u00fablico.<\/p>\n<p>O caso ocorreu em janeiro de 2020, quando a paciente passou por uma cesariana e histerectomia de urg\u00eancia em raz\u00e3o de deslocamento prematuro de placenta com \u00f3bito fetal e hemorragia, no Hospital Regional de Santa Maria.<\/p>\n<p>O prontu\u00e1rio m\u00e9dico indicou a contagem de uma compressa a mais ao final da cirurgia. Ap\u00f3s receber alta, a mulher come\u00e7ou a sentir dores na regi\u00e3o do abd\u00f4men. Em 2023, uma tomografia computadorizada flagrou um poss\u00edvel corpo estranho no abd\u00f4men da paciente e, durante uma laparotomia exploradora, os m\u00e9dicos encontraram a compressa na pelve.<\/p>\n<h2>Execu\u00e7\u00e3o ineficiente de recursos<\/h2>\n<p>E o que pode explicar os recorrentes casos de poss\u00edveis erros m\u00e9dicos na rede p\u00fablica? Segundo a MBA em gest\u00e3o p\u00fablica pela Universidade do Distrito Federal (UDF) Thaynara Melo, a falta de investimento na sa\u00fade \u00e9 sempre um problema.<\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>\u201cMais do que isso. No Distrito Federal, o problema se cruza com a incapacidade de execu\u00e7\u00e3o eficiente dos recursos dispon\u00edveis. Somos a unidade da federa\u00e7\u00e3o que mais gasta por habitante, R$ 1.260,79 ao ano, mais que o dobro do segundo colocado. Mesmo assim, enfrentamos muitos problemas na presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de sa\u00fade\u201d, lamentou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para Thaynara, a falta de efic\u00e1cia e de efetividade do uso de recursos na sa\u00fade reflete em longas filas (em m\u00e9dia de sete horas de espera) e um engarrafamento na execu\u00e7\u00e3o de procedimentos m\u00e9dicos \u2014 que hoje somam mais de 900 mil pend\u00eancias.<\/p>\n<p><span class=\"highlight\">\u201cQuanto maior a fila de espera, maior \u00e9 a press\u00e3o no sistema de sa\u00fade e maior a carga de trabalho dos profissionais, como consequ\u00eancia os erros tornam-se mais recorrentes e mais graves\u201d<\/span>, observou.<\/p>\n<p>De acordo com a especialista, o aumento das reclama\u00e7\u00f5es na Ouvidoria do GDF s\u00e3o apenas \u201ca ponta do iceberg\u201d e <strong>sinalizam o sufocamento do sistema p\u00fablico de sa\u00fade.<\/strong><\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>\u201cSe n\u00e3o solucionarmos o passivo de atendimento da popula\u00e7\u00e3o, que aguarda a consulta de especialistas, cirurgias eletivas e procedimentos diversos, a tend\u00eancia \u00e9 que os erros de procedimentos, den\u00fancias e reclama\u00e7\u00f5es se ampliem de forma exponencial\u201d, alertou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A MBA em gest\u00e3o p\u00fablica pontuou ser necess\u00e1ria uma for\u00e7a tarefa do poder p\u00fablico em quatro sentidos:<\/p>\n<ul>\n<li>Ampliando o alcance das equipes de sa\u00fade da fam\u00edlia que tem foco na preven\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Diminuindo o passivo de procedimentos na fila de espera;<\/li>\n<li>Melhorando a gest\u00e3o interna da rede;<\/li>\n<li>Aumentando a for\u00e7a de trabalho de profissionais da sa\u00fade.<\/li>\n<\/ul>\n<p><span class=\"highlight\">\u201cSomente assim, a sa\u00fade p\u00fablica no Distrito Federal deixar\u00e1 de ser motivo de sofrimento para as fam\u00edlias e passar\u00e1 a representar melhoria na qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o\u201d<\/span>, cravou a especialista.<\/p>\n<h2>Portas abertas<\/h2>\n<p>Elissandro Noronha dos Santos, presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF), comentou que, na realidade, o que se v\u00ea na rede p\u00fablica \u00e9 a falta de gest\u00e3o de acesso ao atendimento de emerg\u00eancia.<\/p>\n<p><span class=\"highlight\">\u201cAs pessoas v\u00e3o \u00e0 emerg\u00eancia procurando atendimento e, muitas vezes, s\u00e3o confrontadas com bandeiras vermelhas. Esse sistema de bandeira nega atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o entende e n\u00e3o \u00e9 informada de como funciona, j\u00e1 na porta do hospital\u201d<\/span>, opinou.<\/p>\n<p>Segundo Elissandro, as portas das unidades deveriam ser abertas. \u201cOs atendimentos devem acontecer, as classifica\u00e7\u00f5es devem ocorrer e, principalmente, <strong>a popula\u00e7\u00e3o ter acesso onde ela procura<\/strong>\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A advogada especialista em direito \u00e0 sa\u00fade Juliana Rodrigues Cunha Tavares pontuou a import\u00e2ncia de compreender que, quando um paciente procura o servi\u00e7o p\u00fablico em uma situa\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia, existe um dever do Estado de oferecer atendimento adequado, seguro e em tempo compat\u00edvel com a gravidade do quadro.<\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>\u201cA quest\u00e3o que esses casos levantam n\u00e3o \u00e9 apenas quem ser\u00e1 responsabilizado individualmente. \u00c9 preciso investigar se houve falha na estrutura do servi\u00e7o: demora na triagem, aus\u00eancia de reavalia\u00e7\u00e3o, falta de profissionais, superlota\u00e7\u00e3o, falha de comunica\u00e7\u00e3o ou descumprimento de protocolos\u201d, avaliou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Juliana ressaltou que, caso fique demonstrado que o servi\u00e7o p\u00fablico n\u00e3o ofereceu a assist\u00eancia que deveria, dentro das condi\u00e7\u00f5es e do tempo exigidos pela situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, pode existir responsabilidade do Estado. \u201cEssa conclus\u00e3o precisa ser constru\u00edda a partir dos prontu\u00e1rios, protocolos, registros de triagem, escalas de profissionais, hor\u00e1rios de atendimento e demais elementos da investiga\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>A advogada comentou que \u00e9 preciso investigar se o Estado conseguiu cumprir o dever constitucional de oferecer aquela assist\u00eancia no tempo e na forma necess\u00e1rios para preservar a vida e a sa\u00fade daquele paciente.<\/p>\n<p><span class=\"highlight\">\u201cSe o pr\u00f3prio Estado estabelece protocolos de classifica\u00e7\u00e3o de risco e tempos de atendimento, esses protocolos precisam sair do papel. O direito \u00e0 sa\u00fade n\u00e3o pode existir apenas formalmente, ele precisa ser efetivamente entregue ao cidad\u00e3o quando ele procura o servi\u00e7o p\u00fablico, pois o valor de uma vida perdida, jamais pode ser mensurado\u201d<\/span>, observou a especialista.<\/p>\n<h2>Caso a caso<\/h2>\n<p>Procurada pelo <strong>Metr\u00f3poles<\/strong>, a <a href=\"https:\/\/www.saude.df.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Secretaria de Sa\u00fade<\/a> disse, por meio de nota, que o aumento no n\u00famero de manifesta\u00e7\u00f5es registradas na Ouvidoria n\u00e3o corresponde, <strong>\u201cde forma alguma\u201d<\/strong>, ao aumento de casos que envolvam erros m\u00e9dicos.<\/p>\n<p><span class=\"highlight\">\u201cAs ocorr\u00eancias relacionadas \u00e0 assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade podem ser classificadas como eventos adversos e s\u00e3o avaliadas pelos N\u00facleos de Seguran\u00e7a do Paciente das unidades, em conformidade com o Programa Nacional de Seguran\u00e7a do Paciente, institu\u00eddo pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, e com os protocolos assistenciais vigentes\u201d<\/span>, afirmou.<\/p>\n<p>De acordo com a pasta, a an\u00e1lise de cada caso pode resultar na ado\u00e7\u00e3o de medidas de aprimoramento, como a revis\u00e3o de protocolos e fluxos assistenciais, a capacita\u00e7\u00e3o das equipes e a implementa\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es preventivas e corretivas, com foco na qualifica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da assist\u00eancia e na seguran\u00e7a do paciente.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos casos recentes registrados no HRSam, a SES-DF informou que foi instaurada sindic\u00e2ncia para apurar os fatos e as circunst\u00e2ncias das ocorr\u00eancias. <strong>\u201cO procedimento tramita sob sigilo, conforme previsto na legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel, a fim de preservar a integridade da investiga\u00e7\u00e3o, o devido processo e os direitos dos envolvidos\u201d<\/strong>, ressaltou a nota.<\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o reiterou que, enquanto as apura\u00e7\u00f5es estiverem em andamento, <span class=\"highlight\">\u201cn\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel atribuir previamente as ocorr\u00eancias a erro m\u00e9dico ou a qualquer outra causa, sendo indispens\u00e1vel aguardar a conclus\u00e3o das an\u00e1lises t\u00e9cnicas e administrativas\u201d<\/span>.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/distrito-federal\/erro-medico-denuncias-e-reclamacoes-crescem-36-na-rede-publica-do-df\">Tribunal Bras\u00edlia <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os casos recentes e seguidos de gestantes que morreram durante o trabalho de parto, no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), acendem o alerta para os poss\u00edveis erros m\u00e9dicos na rede p\u00fablica de sa\u00fade do Distrito Federal. 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