{"id":35461,"date":"2026-11-01T02:16:55","date_gmt":"2026-11-01T05:16:55","guid":{"rendered":"https:\/\/zerohoranews.com\/?p=35461"},"modified":"2026-11-01T02:16:55","modified_gmt":"2026-11-01T05:16:55","slug":"cerrado-pode-guardar-seis-vezes-mais-carbono-por-hectare-que-a-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zerohoranews.com\/?p=35461","title":{"rendered":"Cerrado pode guardar seis vezes mais carbono por hectare que a Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><strong>Belo Horizonte \u2013<\/strong> O Cerrado pode armazenar no solo at\u00e9 <span class=\"highlight\">seis vezes mais carbono por hectare do que a vegeta\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia<\/span>. Apesar da import\u00e2ncia desse estoque para conter as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, campos, savanas e outras forma\u00e7\u00f5es abertas ainda recebem menos aten\u00e7\u00e3o nas pol\u00edticas ambientais e nos mercados de carbono, segundo pesquisadores.<\/p>\n<p>Publicado na revista cient\u00edfica <a href=\"https:\/\/www.caryinstitute.org\/news-insights\/press-release\/grandes-estoques-de-carbono-em-ecossistemas-abertos-sao-ignorados-pelo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Plants, People, Planet<\/a>, um estudo defende que esses ecossistemas sejam inclu\u00eddos nos mecanismos de financiamento clim\u00e1tico. <span class=\"highlight\">A pesquisa tamb\u00e9m alerta que o plantio indiscriminado de \u00e1rvores em \u00e1reas naturalmente abertas pode prejudicar a biodiversidade e alterar o funcionamento desses ambientes<\/span>.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, os solos do Cerrado podem armazenar at\u00e9 1.200 toneladas de carbono por hectare, seis vezes mais do que a vegeta\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Parte desse carbono est\u00e1 no solo h\u00e1 at\u00e9 20 mil anos.<\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>\u201cTodos os padr\u00f5es e m\u00e9todos para mercados de carbono baseiam-se em \u00e1reas florestais; portanto, atualmente n\u00e3o h\u00e1 como incluir campos, savanas e outros ecossistemas abertos\u201d, afirmou a autora principal, Franciele Peixoto, analista ambiental do estado de Goi\u00e1s.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para o bi\u00f3logo e professor de ecologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Fernando Silveira, um dos autores da pesquisa, parte do carbono armazenado no Cerrado est\u00e1 escondida debaixo da terra, o que dificulta sua contabiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029Va9kFgRId7nRaEwtHh1m\" class=\"flex justify-center items-center gap-3 px-3 py-2.5 bg-green-500 text-white! no-underline! font-bold rounded-full my-4\"><span class=\"inline-flex gap-3 items-center max-w-10\/12 text-sm leading-4.5 font-semibold font-sans tracking-tighter whitespace-pre-line md:whitespace-normal xs:max-w-9\/12 md:text-lg md:max-w-full\"><svg width=\"40\" height=\"40\" viewbox=\"0 0 24 24\" fill=\"currentColor\" aria-hidden=\"true\" class=\"shrink-0\"><path d=\"M17.472 14.382c-.297-.149-1.758-.867-2.03-.967-.273-.099-.471-.148-.67.15-.197.297-.767.966-.94 1.164-.173.199-.347.223-.644.075-.297-.15-1.255-.463-2.39-1.475-.883-.788-1.48-1.761-1.653-2.059-.173-.297-.018-.458.13-.606.134-.133.298-.347.446-.52.149-.174.198-.298.298-.497.099-.198.05-.371-.025-.52-.075-.149-.669-1.612-.916-2.207-.242-.579-.487-.5-.669-.51-.173-.008-.371-.01-.57-.01-.198 0-.52.074-.792.372-.272.297-1.04 1.016-1.04 2.479 0 1.462 1.065 2.875 1.213 3.074.149.198 2.096 3.2 5.077 4.487.709.306 1.262.489 1.694.625.712.227 1.36.195 1.871.118.571-.085 1.758-.719 2.006-1.413.248-.694.248-1.289.173-1.413-.074-.124-.272-.198-.57-.347m-5.421 7.403h-.004a9.87 9.87 0 01-5.031-1.378l-.361-.214-3.741.982.998-3.648-.235-.374a9.86 9.86 0 01-1.51-5.26c.001-5.45 4.436-9.884 9.888-9.884 2.64 0 5.122 1.03 6.988 2.898a9.825 9.825 0 012.893 6.994c-.003 5.45-4.437 9.884-9.885 9.884m8.413-18.297A11.815 11.815 0 0012.05 0C5.495 0 .16 5.335.157 11.892c0 2.096.547 4.142 1.588 5.945L.057 24l6.305-1.654a11.882 11.882 0 005.683 1.448h.005c6.554 0 11.890-5.335 11.893-11.893A11.821 11.821 0 0020.465 3.488\"\/><\/svg>Entre no canal de WhatsApp <!-- --><br \/>\n<!-- -->do<!-- --> <!-- -->Metr\u00f3poles<\/span><\/a><\/p>\n<p>\u201cNas \u00e1reas onde temos solos hidrom\u00f3rficos, como veredas e campos \u00famidos, a decomposi\u00e7\u00e3o microbiana \u00e9 muito lenta. Toda a mat\u00e9ria org\u00e2nica se acumula e n\u00e3o se degrada rapidamente. Ao longo de milhares de anos, forma-se um estoque de carbono debaixo da terra\u201d, explica.<\/p>\n<p>Segundo o professor, esse armazenamento subterr\u00e2neo pode ser mais protegido ao longo do tempo do que o carbono concentrado na vegeta\u00e7\u00e3o acima do solo. \u201cEsse estoque debaixo da terra \u00e9 mais seguro a longo prazo e mitiga as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas com mais seguran\u00e7a\u201d, afirma.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5388704\" aria-describedby=\"caption-attachment-5388704\" style=\"width:1200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><span class=\"m-0 block p-0 text-right text-[12px] text-neutral-700 font-sans leading-snug\"><svg width=\"11\" height=\"9\" viewbox=\"0 0 11 9\" aria-hidden=\"true\" class=\"text-[#949494] inline-block\"><path fill-rule=\"evenodd\" clip-rule=\"evenodd\" d=\"M7.969 1.51264H9.195C9.75692 1.51264 10.2167 1.96644 10.2167 2.52107V7.059C10.2167 7.61364 9.75692 8.06743 9.195 8.06743H1.02167C0.45975 8.06743 0 7.61364 0 7.059V2.52107C0 1.96644 0.45975 1.51264 1.02167 1.51264H2.24767C2.41624 1.51264 2.59769 1.38356 2.65112 1.22575L2.96804 0.286999C3.02127 0.129079 3.20292 0 3.3715 0H6.84517C7.01374 0 7.19519 0.129079 7.24862 0.286898L7.56554 1.22564C7.61877 1.38356 7.80043 1.51264 7.969 1.51264ZM3.57583 4.53793C3.57583 3.70275 4.26188 3.02529 5.10833 3.02529C5.95458 3.02529 6.64083 3.70275 6.64083 4.53793C6.64083 5.37341 5.95458 6.05057 5.10833 6.05057C4.26188 6.05057 3.57583 5.37341 3.57583 4.53793ZM5.10833 7.059C3.69772 7.059 2.55417 5.93027 2.55417 4.53793C2.55417 3.14569 3.69772 2.01686 5.10833 2.01686C6.51874 2.01686 7.6625 3.14569 7.6625 4.53793C7.6625 5.93027 6.51874 7.059 5.10833 7.059ZM8.47983 2.87332C8.47983 3.06835 8.64003 3.22627 8.83742 3.22627C9.03491 3.22627 9.195 3.06835 9.195 2.87332C9.195 2.67849 9.03501 2.52037 8.83742 2.52037C8.64003 2.52037 8.47983 2.67849 8.47983 2.87332Z\" fill=\"currentColor\"\/><\/svg> <!-- -->Ass. Comercial da Serra do Cip\u00f3\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><figcaption id=\"caption-attachment-5388704\" class=\"wp-caption-text\">Baixada-dos-Mascates na Serra do Cip\u00f3-MG<\/figcaption><\/figure>\n<h2>Carbono invis\u00edvel nas pol\u00edticas clim\u00e1ticas<\/h2>\n<p>Silveira avalia que as metodologias usadas para calcular cr\u00e9ditos de carbono ainda privilegiam as florestas e a biomassa vis\u00edvel, como troncos e galhos. Com isso, parte do carbono presente nos solos e nas ra\u00edzes dos ecossistemas abertos pode ficar de fora das estimativas.<\/p>\n<p>\u201cO Cerrado \u00e9 como a ponta de um iceberg: voc\u00ea v\u00ea uma parte, mas n\u00e3o enxerga o que est\u00e1 debaixo do solo. O resultado \u00e9 que se subestima o carbono armazenado nesses ambientes\u201d, diz.<\/p>\n<p>Para mudar esse cen\u00e1rio, o professor defende a cria\u00e7\u00e3o de metodologias capazes de medir e validar o carbono subterr\u00e2neo.<\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>\u201cPrecisamos ter mecanismos para mudar a metodologia dos cr\u00e9ditos de carbono. O modelo usado no ambiente florestal olha principalmente para a parte acima do solo e n\u00e3o \u00e9 adequado para medir o que est\u00e1 debaixo da terra\u201d, afirma.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para a convers\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa em lavouras, pastagens e \u00e1reas urbanas. Mais de <span class=\"highlight\">46% da vegeta\u00e7\u00e3o original do Cerrado havia sido desmatada,<\/span> segundo um estudo de 2022 citado no material da pesquisa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de liberar carbono, a transforma\u00e7\u00e3o desses ambientes pode comprometer estoques que levam muito tempo para se formar. Silveira explica que a recupera\u00e7\u00e3o do Cerrado campestre pode ser significativamente mais lenta do que a de \u00e1reas florestais.<\/p>\n<p>\u201cAs plantas do Cerrado crescem mais lentamente e t\u00eam grande parte de sua estrutura debaixo da terra, nas ra\u00edzes e em outras estruturas subterr\u00e2neas. Por isso, a recupera\u00e7\u00e3o do carbono tamb\u00e9m demora mais\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo o professor, enquanto uma floresta pode recuperar parte consider\u00e1vel de sua estrutura em algumas d\u00e9cadas, \u00e1reas abertas de Cerrado, pobres em nutrientes, podem levar s\u00e9culos para se recuperar. Ele cita estimativas de que a recupera\u00e7\u00e3o de metade da condi\u00e7\u00e3o original nesses campos pode levar at\u00e9 800 anos, dependendo do ambiente.<\/p>\n<h2>Plantar \u00e1rvores nem sempre \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A ideia de que plantar \u00e1rvores \u00e9 sempre ben\u00e9fico para o clima tamb\u00e9m precisa ser revista, na avalia\u00e7\u00e3o do pesquisador. Em campos e savanas naturais, a presen\u00e7a de \u00e1rvores n\u00e3o \u00e9 necessariamente um sinal de recupera\u00e7\u00e3o ambiental: <span class=\"highlight\">essas forma\u00e7\u00f5es t\u00eam caracter\u00edsticas pr\u00f3prias e abrigam esp\u00e9cies adaptadas \u00e0 alta incid\u00eancia de luz.<\/span><\/p>\n<p>\u201cUma das consequ\u00eancias de n\u00e3o valorizar os ambientes abertos \u00e9 achar que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 ficar plantando \u00e1rvores. Mas plantar \u00e1rvores pode mudar o bioma, e as plantas do Cerrado precisam de luz\u201d, afirma Silveira.<\/p>\n<p>O professor cita os campos rupestres da Serra do Cip\u00f3, de Diamantina e da Chapada Diamantina como exemplos da diversidade desses ambientes. Segundo ele, essas forma\u00e7\u00f5es abrigam uma riqueza de esp\u00e9cies vegetais que pode superar amplamente a encontrada em florestas, dependendo das \u00e1reas comparadas.<\/p>\n<p>Por isso, o pesquisador defende que as a\u00e7\u00f5es de restaura\u00e7\u00e3o considerem as caracter\u00edsticas originais de cada ecossistema. Em vez de promover o plantio indiscriminado de \u00e1rvores, a prioridade deve ser proteger a vegeta\u00e7\u00e3o nativa e desenvolver t\u00e9cnicas adequadas para recuperar \u00e1reas efetivamente degradadas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5388707\" aria-describedby=\"caption-attachment-5388707\" style=\"width:1200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><span class=\"m-0 block p-0 text-right text-[12px] text-neutral-700 font-sans leading-snug\"><svg width=\"11\" height=\"9\" viewbox=\"0 0 11 9\" aria-hidden=\"true\" class=\"text-[#949494] inline-block\"><path fill-rule=\"evenodd\" clip-rule=\"evenodd\" d=\"M7.969 1.51264H9.195C9.75692 1.51264 10.2167 1.96644 10.2167 2.52107V7.059C10.2167 7.61364 9.75692 8.06743 9.195 8.06743H1.02167C0.45975 8.06743 0 7.61364 0 7.059V2.52107C0 1.96644 0.45975 1.51264 1.02167 1.51264H2.24767C2.41624 1.51264 2.59769 1.38356 2.65112 1.22575L2.96804 0.286999C3.02127 0.129079 3.20292 0 3.3715 0H6.84517C7.01374 0 7.19519 0.129079 7.24862 0.286898L7.56554 1.22564C7.61877 1.38356 7.80043 1.51264 7.969 1.51264ZM3.57583 4.53793C3.57583 3.70275 4.26188 3.02529 5.10833 3.02529C5.95458 3.02529 6.64083 3.70275 6.64083 4.53793C6.64083 5.37341 5.95458 6.05057 5.10833 6.05057C4.26188 6.05057 3.57583 5.37341 3.57583 4.53793ZM5.10833 7.059C3.69772 7.059 2.55417 5.93027 2.55417 4.53793C2.55417 3.14569 3.69772 2.01686 5.10833 2.01686C6.51874 2.01686 7.6625 3.14569 7.6625 4.53793C7.6625 5.93027 6.51874 7.059 5.10833 7.059ZM8.47983 2.87332C8.47983 3.06835 8.64003 3.22627 8.83742 3.22627C9.03491 3.22627 9.195 3.06835 9.195 2.87332C9.195 2.67849 9.03501 2.52037 8.83742 2.52037C8.64003 2.52037 8.47983 2.67849 8.47983 2.87332Z\" fill=\"currentColor\"\/><\/svg> <!-- -->Ass. Comercial da Serra do Cip\u00f3\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><figcaption id=\"caption-attachment-5388707\" class=\"wp-caption-text\">Flor na Serra do Cip\u00f3-MG<\/figcaption><\/figure>\n<h2>Cerrado \u00e9 estrat\u00e9gico para a seguran\u00e7a h\u00eddrica<\/h2>\n<p>A import\u00e2ncia do bioma vai al\u00e9m do armazenamento de carbono. O Cerrado tamb\u00e9m tem papel central na recarga de aqu\u00edferos e no abastecimento de rios que atendem diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cO Cerrado \u00e9 conhecido como o pai das \u00e1guas. Ele est\u00e1 estrategicamente localizado no Planalto Central e conecta os biomas brasileiros, fornecendo \u00e1gua para diferentes regi\u00f5es\u201d, afirma Silveira.<\/p>\n<p>O professor destaca que oito das 12 grandes bacias hidrogr\u00e1ficas brasileiras, t\u00eam nascentes no Cerrado. A destrui\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o pode comprometer o abastecimento e a seguran\u00e7a h\u00eddrica de popula\u00e7\u00f5es que dependem desses rios, al\u00e9m de afetar a agricultura.<\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>\u201cSe destruir o Cerrado, voc\u00ea compromete a seguran\u00e7a h\u00eddrica de cerca de 50 milh\u00f5es de brasileiros, al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola\u201d, alerta.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Em Minas Gerais, o professor aponta o norte e o noroeste do estado e \u00e1reas da Serra do Espinha\u00e7o como regi\u00f5es que merecem aten\u00e7\u00e3o. Ele tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para os impactos da minera\u00e7\u00e3o em \u00e1reas importantes para a din\u00e2mica da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Silveira, a prote\u00e7\u00e3o do Cerrado exige olhar integrado para a vegeta\u00e7\u00e3o, os solos, os aqu\u00edferos e a biodiversidade. A perda de \u00e1reas naturais tamb\u00e9m amea\u00e7a a conex\u00e3o entre os biomas brasileiros.<\/p>\n<div class=\"splide-container\">\n<div class=\"splide main-slider hide\">\n<p><button><span>Fechar modal.<\/span><\/button><\/p>\n<div class=\"splide__metropoles-logo\"><\/div>\n<div class=\"splide__track\">\n<div class=\"splide__list\">\n<div class=\"splide__slide\">\n<div class=\"splide__image\"><\/div>\n<div class=\"splide__content\"><span class=\"splide__current-slide\">1 de 3<\/span><\/p>\n<p class=\"splide__caption\">cachoeira na Serra do Cip\u00f3-MG<\/p>\n<p><span class=\"splide__credits\">Ass. Comercial da Serra do Cip\u00f3\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"splide__slide\">\n<div class=\"splide__image\"><\/div>\n<div class=\"splide__content\"><span class=\"splide__current-slide\">2 de 3<\/span><\/p>\n<p class=\"splide__caption\">O Cerrado abriga mais de 4.000 esp\u00e9cies de plantas nativas, al\u00e9m de animais como on\u00e7as-pardas, antas, lobos-guar\u00e1s e tamandu\u00e1s-bandeira<\/p>\n<p><span class=\"splide__credits\">Amy Zanne<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"splide__slide\">\n<div class=\"splide__image\"><\/div>\n<div class=\"splide__content\"><span class=\"splide__current-slide\">3 de 3<\/span><\/p>\n<p class=\"splide__caption\">Os solos do Cerrado armazenam at\u00e9 1.200 toneladas de carbono por hectare \u2014 seis vezes mais do que a vegeta\u00e7\u00e3o da floresta amaz\u00f4nica<\/p>\n<p><span class=\"splide__credits\"\/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Educa\u00e7\u00e3o e pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Para o professor da UFMG, a menor valoriza\u00e7\u00e3o dos ecossistemas abertos tem ra\u00edzes hist\u00f3ricas e culturais. Ele avalia que a educa\u00e7\u00e3o ambiental e o imagin\u00e1rio constru\u00eddo em torno das florestas contribu\u00edram para que campos e savanas fossem vistos como ambientes menos importantes.<\/p>\n<p>\u201cOs brasileiros n\u00e3o conhecem e n\u00e3o valorizam o Cerrado como deveriam. Precisamos de mudan\u00e7as no sistema educacional para mostrar o quanto essas regi\u00f5es s\u00e3o importantes. Isso \u00e9 cultural, aprendemos com os europeus\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Silveira tamb\u00e9m defende que pol\u00edticas de combate ao desmatamento n\u00e3o concentrem esfor\u00e7os apenas na Amaz\u00f4nia. Para ele, a prote\u00e7\u00e3o de um bioma n\u00e3o pode ocorrer \u00e0 custa da destrui\u00e7\u00e3o de outro.<\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>\u201cSe existem mecanismos para impedir o desmatamento na Amaz\u00f4nia, isso tamb\u00e9m precisa se refletir no Cerrado. O Cerrado n\u00e3o pode ser uma zona de sacrif\u00edcio. \u00c9 preciso olhar para os ambientes abertos e preservar a integra\u00e7\u00e3o entre todos os biomas brasileiros\u201d, diz.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O estudo recomenda ampliar o reconhecimento dos campos, das savanas e de outros ecossistemas abertos nas pol\u00edticas clim\u00e1ticas, desenvolver m\u00e9todos de contabiliza\u00e7\u00e3o do carbono presente no solo e nas ra\u00edzes e direcionar recursos para a conserva\u00e7\u00e3o e a restaura\u00e7\u00e3o adequadas desses ambientes.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/minas-gerais\/cerrado-pode-guardar-seis-vezes-mais-carbono-por-hectare-que-a-amazonia\">Tribunal Bras\u00edlia <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Belo Horizonte \u2013 O Cerrado pode armazenar no solo at\u00e9 seis vezes mais carbono por hectare do que a vegeta\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Apesar da import\u00e2ncia desse estoque para conter as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, campos, savanas e outras forma\u00e7\u00f5es abertas ainda recebem menos aten\u00e7\u00e3o nas pol\u00edticas ambientais e nos mercados de carbono, segundo pesquisadores. 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