{"id":35547,"date":"2026-11-01T15:21:58","date_gmt":"2026-11-01T18:21:58","guid":{"rendered":"https:\/\/zerohoranews.com\/?p=35547"},"modified":"2026-11-01T15:21:58","modified_gmt":"2026-11-01T18:21:58","slug":"numero-de-adultos-com-obesidade-acompanhados-pelo-sus-triplica-em-10-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zerohoranews.com\/?p=35547","title":{"rendered":"N\u00famero de adultos com obesidade acompanhados pelo SUS triplica em 10 anos"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>O n\u00famero de adultos com obesidade acompanhados pela Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria \u00e0 Sa\u00fade mais que triplicou no Brasil em 10 anos. Os registros do Sistema de Vigil\u00e2ncia Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, <span class=\"highlight\">passaram de 3,09 milh\u00f5es, em 2016; para 11,12 milh\u00f5es, em 2026; uma alta de 259%.<\/span><\/p>\n<p>Os dados mais recentes consideram o per\u00edodo de janeiro a outubro deste ano. <strong>Entre os adultos monitorados pelo sistema, 11,12 milh\u00f5es t\u00eam obesidade. Outros 10,76 milh\u00f5es apresentam sobrepeso.<\/strong> Somadas as duas condi\u00e7\u00f5es, s\u00e3o 21,88 milh\u00f5es de pessoas com excesso de peso, o equivalente a 71,5% do total acompanhado pelo Sisvan.<\/p>\n<p>O sistema re\u00fane informa\u00e7\u00f5es sobre o estado nutricional de pessoas atendidas na Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria, principal porta de entrada do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Por isso, os n\u00fameros mostram o cen\u00e1rio entre quem \u00e9 acompanhado pelos servi\u00e7os, mas<strong> n\u00e3o representam, necessariamente, a situa\u00e7\u00e3o de toda a popula\u00e7\u00e3o adulta do pa\u00eds.<\/strong><\/p>\n<h2>Obesidade supera peso adequado em 24 estados<\/h2>\n<p>Em 24 das 27 unidades da Federa\u00e7\u00e3o, a propor\u00e7\u00e3o de adultos com <a href=\"https:\/\/abeso.org.br\/mapa-da-obesidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">obesidade<\/a> entre os acompanhados pelo Sisvan supera a daqueles classificados com peso adequado.\u00a0Em 18 estados, pelo menos 70% das pessoas monitoradas apresentam excesso de peso.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VbAG66BCsU9SjkSicl3C\" class=\"flex justify-center items-center gap-3 px-3 py-2.5 bg-green-500 text-white! no-underline! font-bold rounded-full my-4\"><span class=\"inline-flex gap-3 items-center max-w-10\/12 text-sm leading-4.5 font-semibold font-sans tracking-tighter whitespace-pre-line md:whitespace-normal xs:max-w-9\/12 md:text-lg md:max-w-full\"><svg width=\"40\" height=\"40\" viewbox=\"0 0 24 24\" fill=\"currentColor\" aria-hidden=\"true\" class=\"shrink-0\"><path d=\"M17.472 14.382c-.297-.149-1.758-.867-2.03-.967-.273-.099-.471-.148-.67.15-.197.297-.767.966-.94 1.164-.173.199-.347.223-.644.075-.297-.15-1.255-.463-2.39-1.475-.883-.788-1.48-1.761-1.653-2.059-.173-.297-.018-.458.13-.606.134-.133.298-.347.446-.52.149-.174.198-.298.298-.497.099-.198.05-.371-.025-.52-.075-.149-.669-1.612-.916-2.207-.242-.579-.487-.5-.669-.51-.173-.008-.371-.01-.57-.01-.198 0-.52.074-.792.372-.272.297-1.04 1.016-1.04 2.479 0 1.462 1.065 2.875 1.213 3.074.149.198 2.096 3.2 5.077 4.487.709.306 1.262.489 1.694.625.712.227 1.36.195 1.871.118.571-.085 1.758-.719 2.006-1.413.248-.694.248-1.289.173-1.413-.074-.124-.272-.198-.57-.347m-5.421 7.403h-.004a9.87 9.87 0 01-5.031-1.378l-.361-.214-3.741.982.998-3.648-.235-.374a9.86 9.86 0 01-1.51-5.26c.001-5.45 4.436-9.884 9.888-9.884 2.64 0 5.122 1.03 6.988 2.898a9.825 9.825 0 012.893 6.994c-.003 5.45-4.437 9.884-9.885 9.884m8.413-18.297A11.815 11.815 0 0012.05 0C5.495 0 .16 5.335.157 11.892c0 2.096.547 4.142 1.588 5.945L.057 24l6.305-1.654a11.882 11.882 0 005.683 1.448h.005c6.554 0 11.890-5.335 11.893-11.893A11.821 11.821 0 0020.465 3.488\"\/><\/svg>Entre no canal de WhatsApp <!-- --><br \/>\n<!-- -->do<!-- --> <!-- -->Metr\u00f3poles Sa\u00fade e Ci\u00eancia<\/span><\/a><\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>O Rio Grande do Sul tem a maior propor\u00e7\u00e3o de adultos com obesidade, com 42,6%. Em seguida aparecem S\u00e3o Paulo, com 40,5%, e Rio de Janeiro, com 40,1%.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Quando s\u00e3o considerados tamb\u00e9m os casos de sobrepeso, <strong>o Rio Grande do Sul continua na primeira posi\u00e7\u00e3o, com 75,9% dos adultos acompanhados acima do peso adequado<\/strong>. O estado \u00e9 seguido pelo Rio Grande do Norte, com 75,5%, e pelo Amap\u00e1, com 74,5%.<\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, <span class=\"highlight\">S\u00e3o Paulo concentra o maior contingente de adultos com obesidade monitorados pelo sistema, com 1,74 milh\u00e3o<\/span>. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 1,16 milh\u00e3o, seguido pelo Rio de Janeiro, com 759,2 mil, e pela Bahia, com 735,3 mil.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o dos registros nacionais tamb\u00e9m mostra que a obesidade passou a representar uma parcela maior do excesso de peso entre os adultos acompanhados. A propor\u00e7\u00e3o de pessoas com a condi\u00e7\u00e3o subiu de 25,1%, em 2016; para 31,9%, em 2022; e chegou a 36,4% em 2026.<\/p>\n<h2>Barreiras no tratamento<\/h2>\n<p>O crescimento dos registros refor\u00e7a a discuss\u00e3o sobre a capacidade dos servi\u00e7os de sa\u00fade de oferecer preven\u00e7\u00e3o, acompanhamento e tratamento \u00e0s pessoas com obesidade. O tema foi debatido durante o XVI Congresso Latino-Americano de Obesidade, realizado entre 28 e 31 de outubro, em Salvador.<\/p>\n<p>Durante o evento, o endocrinologista Bruno Halpern, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Mundial da Obesidade e vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira para o Estudo da Obesidade e S\u00edndrome Metab\u00f3lica (Abeso), apresentou os primeiros resultados de um estudo internacional que investiga como diferentes pa\u00edses organizam as pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o e tratamento da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O levantamento, <strong>chamado MAPPS II<\/strong>, \u00e9 conduzido pela Federa\u00e7\u00e3o Mundial da Obesidade e re\u00fane informa\u00e7\u00f5es sobre a realidade dos pacientes, dos profissionais de sa\u00fade e dos sistemas p\u00fablicos. <span class=\"highlight\">Entre os problemas identificados at\u00e9 agora est\u00e3o o financiamento insuficiente, os custos pagos diretamente pelos pacientes, a estrutura inadequada dos servi\u00e7os e o preconceito relacionado ao peso, inclusive entre profissionais de sa\u00fade<\/span>.<\/p>\n<p>\u201cUm dos principais pontos que vimos at\u00e9 agora \u00e9 a dist\u00e2ncia entre o reconhecimento formal da obesidade como doen\u00e7a cr\u00f4nica e a exist\u00eancia de condi\u00e7\u00f5es efetivas para seu tratamento. Embora a maioria dos participantes tenha indicado que seus pa\u00edses reconhecem a obesidade como doen\u00e7a, isso nem sempre se traduz em financiamento, acesso aos tratamentos ou servi\u00e7os de sa\u00fade preparados para atender essa popula\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou Halpern.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dos participantes, o apoio financeiro dos governos ao tratamento recebeu notas entre 1 e 3, em uma escala de 1 a 10. Segundo o endocrinologista, em muitos pa\u00edses os pacientes precisam pagar pelo pr\u00f3prio atendimento.<\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>\u201cNa maior parte dos pa\u00edses, os pacientes precisam arcar com os custos do pr\u00f3prio tratamento. Essa situa\u00e7\u00e3o torna o acesso ainda mais dif\u00edcil em na\u00e7\u00f5es de baixa e m\u00e9dia renda, onde, muitas vezes, apenas as pessoas com maior poder aquisitivo conseguem se tratar\u201d, disse.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O estudo tamb\u00e9m identificou dificuldades para oferecer atendimento com diferentes profissionais. A falta de nutricionistas, psic\u00f3logos e fisioterapeutas, por exemplo, limita a possibilidade de acompanhamento multidisciplinar.\u00a0Outro problema \u00e9 a falta de articula\u00e7\u00e3o entre \u00e1reas do governo. Para Halpern, <strong>as pol\u00edticas de sa\u00fade precisam estar relacionadas a medidas de educa\u00e7\u00e3o, alimenta\u00e7\u00e3o, renda, trabalho e organiza\u00e7\u00e3o das cidades<\/strong>.<\/p>\n<h2>Brasil ter\u00e1 investiga\u00e7\u00e3o espec\u00edfica<\/h2>\n<p><span class=\"highlight\">O Brasil \u00e9 o pa\u00eds com o maior n\u00famero de participantes no MAPPS II e o \u00fanico das Am\u00e9ricas selecionado para uma etapa de investiga\u00e7\u00e3o aprofundada.<\/span> O objetivo \u00e9 entender como est\u00e3o organizadas as a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e tratamento da obesidade, quais s\u00e3o as dificuldades de acesso aos servi\u00e7os e se as pol\u00edticas p\u00fablicas atendem \u00e0s necessidades dos pacientes.<\/p>\n<p>A pesquisa inclui consultas a profissionais de sa\u00fade, gestores p\u00fablicos, pesquisadores, representantes da sociedade civil e pessoas que vivem com obesidade. Em junho deste ano, uma discuss\u00e3o realizada em parceria com a Secretaria de Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria \u00e0 Sa\u00fade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade reuniu representantes desses grupos para debater os desafios brasileiros. As consultas qualitativas continuam em andamento.<\/p>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o Mundial da Obesidade prev\u00ea divulgar os resultados globais do estudo em 4 de mar\u00e7o de 2027, Dia Mundial da Obesidade. Um relat\u00f3rio espec\u00edfico sobre o Brasil tamb\u00e9m ser\u00e1 publicado ao longo do pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/saude\/numero-de-adultos-com-obesidade-acompanhados-pelo-sus-triplica-em-10-anos\">Tribunal Bras\u00edlia <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de adultos com obesidade acompanhados pela Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria \u00e0 Sa\u00fade mais que triplicou no Brasil em 10 anos. 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