Professores da Universidade de Brasília aprovaram, por unanimidade, o indicativo de greve durante assembleia realizada nesta quinta-feira (14/5). A decisão ocorre em meio ao impasse envolvendo a Unidade de Referência de Preços (URP) e à cobrança da categoria por avanço nas negociações com o governo federal.
O indicativo de greve não estabelece uma data para paralisação das atividades, mas representa um posicionamento formal da categoria de que uma greve poderá ser deflagrada caso não haja avanço nas negociações.
Durante a assembleia, representantes da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) afirmaram que o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) não tem avançado nas tratativas com os professores e defenderam a intensificação da mobilização docente.
Segundo os docentes, representantes da categoria já estiveram no MGI em busca de diálogo sobre a pauta reivindicatória, mas alegam que não houve avanço nas negociações.
Ainda nesta quinta-feira (14/5), a mesa diretora da ADUnB informou que participou de uma reunião no Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir o processo relacionado à URP.
Estiveram presentes a ministra Cármen Lúcia; a reitora da UnB, Rozana Reigota Naves; a presidenta da ADUnB, Maria Lídia Bueno Fernandes; o ex-reitor José Geraldo de Sousa Júnior; e o professor da Faculdade de Direito Antônio Sérgio Escrivão Filho.
Após a reunião, Cármen Lúcia decidiu retirar o processo da pauta do STF e conceder prazo de 30 dias para analisar melhor a questão antes de qualquer julgamento definitivo.
A decisão foi interpretada pelos docentes como uma sinalização de que ainda há espaço para negociação. Apesar disso, a categoria decidiu manter a mobilização e aprovou o indicativo de greve.







