Condenado por mandar matar um jovem de 16 anos, Carlos Xavier (DC) recebeu 1.814 votos durante a eleição de domingo (4/10). Ele concorria ao cargo de deputado distrital pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, mas acabou não garantindo a vaga. A candidatura, inclusive, fez com que sentença proferida em 29 de setembro previsse a execução da prisão de Xavier apenas após o pleito eleitoral.
O Tribunal do Júri do Recanto das Emas condenou o ex-deputado distrital a 14 anos e três meses de prisão pelo homicídio de Ewerton da Rocha Ferreira, ocorrido em 2004. A sentença ocorreu apenas 22 anos após o crime.
Candidatos e candidatas que disputam as eleições de 2026 só poderiam ser presos até 19 de setembro, 15 dias antes do primeiro turno. A restrição está prevista no Código Eleitoral e se estende até 6 de outubro, 48 horas após a votação.
Nome forte na política do Distrito Federal na década de 1990, Carlos utilizava o nome de Adão Xavier e exerceu três mandatos como deputado distrital. Ele foi eleito em 1994, 1998 e 2002, pelo PPB e pelo PSD.
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do Metrópoles DF
Durante a atuação na Câmara Legislativa, foi autor da Lei nº 893, de 1995, que instituiu o Dia do Evangélico no calendário oficial do Distrito Federal. A data é celebrada em 30 de novembro.
Condenação
Xavier foi julgado pelo Tribunal do Júri no dia 23 de setembro deste ano. Participaram oito testemunhas – entre as quais, os pais de Ewerton, a ex-esposa do condenado, delegados da época do crime e o ex-diretor da Polícia Civil do DF Laerte Bessa. O ex-deputado foi o último a ser ouvido no Fórum do Recanto das Emas.
O ex-distrital foi condenado por mandar matar um adolescente, em março de 2004
LUIS NOVA/METRÓPOLES
@LuisGustavoNova
Segundo o processo, a motivação seria um relacionamento entre a esposa do ex-deputado e o jovem morto
Reprodução/Instagram
O Tribunal do Júri do Recanto das Emas o condenou a 14 anos e 3 meses em regime fechado
LUIS NOVA/METRÓPOLES
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Carlos Xavier foi o primeiro deputado distrital a ter o mandato cassado por condenação criminal
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Adão Xavier estava fazendo campanha para deputado distrital
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Segundo a acusação, Xavier acreditava que o jovem mantinha relacionamento com a esposa dele e decidiu encomendar o crime. O ex-parlamentar teria desembolsado R$ 15 mil pela execução do adolescente.
O corpo de Ewerton foi encontrado com marcas de tiros de revólver atrás de uma parada de ônibus no Recanto das Emas. Na época do crime, Xavier era casado há 14 anos e, segundo os autos, suspeitava de que a esposa mantinha relacionamentos extraconjugais com adolescentes, entre eles Ewerton.
Nas redes sociais, Carlos Xavier fez uma publicação afirmando que a condenação se trata de “perseguição política” e que entrará com recurso para afirmar sua inocência.
“Um processo marcado por reviravoltas, uma condenação anterior anulada e, agora, um novo capítulo que ainda terá desdobramentos jurídicos. O julgamento terminou. A história, porém, ainda não”, afirmou o ex-deputado.
Relembre o caso
Carlos Xavier chegou a ser condenado a 15 anos de prisão pelo homicídio de Ewerton. Em 2024, porém, o julgamento que resultou na condenação foi anulado pela Justiça.
A anulação ocorreu após a defesa apresentar novos elementos ao processo, entre eles um relatório policial e depoimentos dos policiais civis Adamastor Castro e Lino de Andrade Júnior. Os dois participaram da investigação do caso quando estavam lotados na antiga Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida), atual Delegacia de Homicídios.







