O uso do transporte público aos domingos e feriados no Distrito Federal teve um crescimento expressivo, um ano após a implantação do programa Vai de Graça. Os números apontam que a média de usuários transportados aos domingos passou de 271 mil para 461 mil — aumento de 70% em comparação com o período anterior ao benefício.
A informação é da Subcomissão de Tarifa Zero da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da Câmara Legislativa (CTMU/CLDF). Nos feriados, os dados apontam que o crescimento médio foi de 73% no número de acessos ao sistema rodoviário.
O levantamento também mostraram o impacto econômico do programa. Segundo dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), 96% dos lojistas perceberam aumento no fluxo de clientes aos domingos e feriados.
Além disso, metade dos empresários relatou crescimento de vendas entre 10% e 27,2%, enquanto 54,4% dos usuários afirmaram reinvestir a economia da passagem em alimentação.
Recorte territorial
O estudo também mostra que apenas 20 linhas entre 951 existentes concentraram 21% da demanda total do programa, enquanto 760 linhas menos utilizadas responderam pelo mesmo percentual de acessos.
Confira as 10 linhas com maior demanda no Vai de Graça:
- 764.2 – Itapoã/Paranoá/Rodoviária do Plano Piloto (Via Ponte JK): 830 mil acessos;
- 180.1 – São Sebastião/Vila Nova/São José/ Rodoviária do Plano Piloto: 764 mil acessos;
- 3302 – Terminal de Integração Santa Maria: 660 mil acessos;
- 0.808 – Recanto das Emas/Setor “O”: 549 mil acessos;
- 0.809 – Recanto das Emas/Rodoviária do Plano Piloto (Eixo): 505 mil acessos;
- 0.159 – Sol Nascente/Cidade Estrutural: 480 mil acessos;
- 2301 – Santa Maria/Rodoviária do Plano Piloto (Expressa): 402 mil acessos;
- 141.6 – Itapoã (La Font)/Paranoá: 401 mil acessos;
- 197.3 – São Sebastião/Rodoviária do Plano Piloto: 394 mil acessos;
- 0.383 – Setor P Sul/Rodoviária Plano Piloto: 388 mil acessos.
O presidente da CTMU, deputado Max Maciel (PSol), disse que os números mostram que a população passou a ocupar mais a cidade e acessar espaços antes limitados pelo custo da passagem.
“Os dados mostram que a população quer viver o centro de Brasília, mas também quer viver a própria cidade, visitar amigos, familiares e ocupar os espaços públicos das regiões administrativas vizinhas. A Tarifa Zero permite que as pessoas exerçam o direito de viver a cidade”, avaliou o disitrital.







