GDF chegou a pedir para TCU suspender decisão que barrou compra do Master

O Governo do Distrito Federal (GDF) chegou a pedir que o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendesse a decisão do Banco Central que barrou a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O pedido, até o momento, não havia sido divulgado. A manifestação do governo local foi enviada ao ministro Jhonatan de Jesus, em 3 setembro de 2025, mesmo dia da decisão do BC.

O requerimento foi protocolado em uma ação no TCU sobre possíveis omissões na fiscalização do Banco Central em relação a operações realizadas pelo Banco Master meses antes da primeira fase da operação Compliance zero que ocorreu em 18 de novembro.

No documento, o então procurador-geral do Distrito Federal, Márcio Wanderley, afirmou que o GDF foi “surpreendido” pela decisão do BC.

“É necessário suspender os efeitos da decisão do Banco Central, a fim de evitar repercussões negativas no mercado financeiro, com potencial risco sistêmico que pode afetar diretamente o BRB, instituição controlada pelo Distrito Federal”, completou o procurador.

O ministro relator do processo, Jhonantan de Jesus, determinou apenas o apensamento do pedido na ação que apurou supostas irregularidades na operação de aquisição do Banco Master pelo BRB. O ministro não se manifestou sobre o pedido do GDF para suspensão da decisão do BC.

O BC rejeitou a aquisição do Master pelo BRB em 3 de setembro de 2025. O pedido do GDF foi apresentado ao TCU no mesmo dia. Dois meses depois, em novembro, a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

A Compliance Zero já passou por oito fases desde novembro de 2025, quando foi deflagrada a primeira fase e resultou na prisão do empresário e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.



Tribunal Brasília

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