Uma criança de apenas 1 ano e seis meses está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), na Asa Sul, desde o último domingo (24/5), após ter sido picada por um escorpião, dentro de casa, em São Sebastião (DF). Ela chegou a ficar intubada devido à gravidade do veneno do animal, que atingiu o coração.
A avó da menina, Gleiciane Santos, conversou com o Metrópoles e disse que a menina chegou a ficar intubada. “O exame mostrou que o veneno começou a manchar o coraçãozinho dela”, conta.
Na segunda-feira (25/5), outro exame foi feito e constatou que a mancha havia sumido. Nesta quarta-feira (27/5), a criança saiu da intubação, mas segue sedada, reagindo bem ao tratamento. De acordo com a vó, outros órgãos da menina estão funcionando bem e sem demais complicações.
“Os médicos falaram que ela é um milagre. Se tivéssemos chegado uma hora depois, ela poderia não ter resistido ao veneno”
Segundo a avó, a família percebeu o que tinha acontecido o acidente após a bebê acordar chorando.
“Elas estavam dormindo, aí a neném acordou chorando, meu genro a pegou no colo e tentamos entender o que era. Minha filha puxou a coberta e viu o escorpião, aí entendemos que minha neta tinha sido picada”. O aracnídeo também acabou atacando a mãe da menina, Lorrane Santos.
Mãe e filha correram até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Sebastião para serem socorridas. A bebê, no entanto, precisou ser transferida de helicóptero pela gravidade do estado.
Outro ataque
Uma criança de 5 anos foi internada às pressas no Hospital Materno Infantil (Hmib), após ser picada por um escorpião. O caso ocorreu no início da tarde desta segunda-feira (25/5), na QE 40 do Guará 2.
Ao Metrópoles, o pai da criança, Jefferson Passos, disse que, por volta das 12h30, o menino encostou em uma parede para falar com um amigo e, imediatamente, começou a chorar muito, indo em direção à mãe.
“Assustada, ela foi verificar o que havia acontecido e viu um escorpião no local, pisando nele imediatamente”, contou.
Segundo ele, ligações foram realizadas para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e para o Corpo de Bombeiros (CBMDF). “Porém, após cerca de 30 minutos, nenhum atendimento chegou. Diante da gravidade da situação, colocamos nosso filho no carro e seguimos por conta própria para o Hmib”, afirmou.
Ao chegar à unidade, Jefferson disse que recebeu a informação de que não havia o soro disponível naquele momento, sendo necessário buscar em outro local.
“Por causa da demora no atendimento e na aplicação do soro, o estado de saúde dele se agravou temporariamente. Mas, graças a Deus, agora ele já está estável e segue em observação e recuperação”, ressaltou.







