São Paulo — O ex-ministro da Fazenda e coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fernando Haddad (PT) destacou nesta segunda-feira (12/10) a importância do papel da juventude nos atos de mobilização em apoio à reeleição de Lula, realizado neste domingo (11/10).
“Se os partidos, sobretudo progressistas, tiverem inteligência, eles vão se abrir pra novidade, não vão temer, não deveriam temer perda de protagonismo dos caciques, dos mandatos e tudo mais. Isso deveria permear a sociedade”, disse Haddad durante entrevista à Globonews.
O ato, também convocado por diversos fandoms da internet, contou com a participação do próprio presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e além dos deputados federais eleitos Luna Zarattini (PT), Erika Hilton (Psol) e Guilherme Cortez (PSol).
Haddad destacou que o engajamento jovem vai permitir o surgimento de novas lideranças dentro do campo progressista. “Essa suposta perda de verticalidade do processo político é uma boa nova” porque isso vai fazer com que lideranças que não se sentiam à vontade de se apresentar para opinião pública, porque não viam nos espaços burocráticos um caminho pra isso, hoje vão conseguir se revelar”, disse.
A manifestação de domingo teve, entre os principais temas do ato, a defesa da democracia e a mobilização em busca dos eleitores ausentes no primeiro turno. Um novo ato está marcado para a próxima terça-feira (13/10), no Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo.
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do Metrópoles SP
Segundo turno e Banco Master
Questionado sobre a disputa de 1º turno, em que o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) teve 47,03% enquanto Lula ficou com 45,16%, Haddad destacou que só as entregas feitas pelo presidente não são o único ponto a ser considerado em conversa com o eleitor.
“O presidente Lula levou uma vantagem tremenda sobre qualquer antecessor. Mas isso hoje não é a garantia de êxito numa eleição. Então o diálogo com o projeto, o diálogo com o futuro que está sendo feito do final do primeiro turno pra cá, eu penso que é algo que possa encantar mais. Não apenas dizer “olha, eu fiz mais do que o outro”, disse.
O ex-ministro da Fazenda também voltou a defender a transparência envolvendo o caso Master e sobre como as investigações são uma “grande oportunidade de passar o país a limpo”, incluindo o Poder Judiciário.
“O Judiciário não está acima da lei, pelo contrário. Ele deveria ser o primeiro a dar exemplo de como respeitar as leis. Se há magistrados envolvidos com o Banco Master, eu como cidadão digo aqui para você que eu desejo ardentemente que esse país seja passado a limpo. E temo que, a depender do resultado da eleição, nós tenhamos um grande retrocesso no combate à corrupção em virtude das pessoas envolvidas”, afirmou.
Durante a campanha ao governo de São Paulo, Haddad defendia a retirada do sigilo de parte da investigação sobre o Caso Master, feita pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça ainda no mês passado.







