O canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) com o objetivo de mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno das eleições, superou 4 milhões de inscritos no WhatsApp na noite desta segunda-feira (12/10).
O marco foi alcançado após uma disputa judicial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que chegou a suspender o grupo.
Janones publicou um vídeo comemorando o alcance. Assista:
Grita bem alto que é pro mundo todo saber que já somos 4 milhões de soldados que irão reeleger Lula!
#SOMOS4MILHOESDESOLDADOSDOLULA
— André Janones (@AndreJanonesMG) October 12, 2026
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do Metrópoles
Na gravação, Janones atribuiu o crescimento à tentativa do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de retirar o grupo do ar. “Tentaram nos calar, tentaram nos censurar, tentaram relativizar a democracia no nosso país e o tiro saiu pela culatra”, declarou.
Ao final do vídeo, o deputado afirmou que o grupo pretende ajudar na reeleição do presidente. “Nós ocupamos a rua e agora estamos ocupando a internet e vamos reeleger Luiz Inácio Lula da Silva”, disse.
Segundo levantamento em tempo real desenvolvido pelo Metrópoles, atualizado às 23h desta segunda-feira, o “Exército do Lula” já registrava 4,1 milhões de seguidores, enquanto a “Tropa do Flávio”, criada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), somava 1,4 milhão. A diferença entre os dois canais chegou a 2,7 milhões de seguidores. Confira:
Disputa judicial no TSE
A disputa judicial teve início após Flávio Bolsonaro acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a derrubada do canal de Janones, sob a alegação de que o grupo seria usado para disseminar propaganda eleitoral irregular e promover ações coordenadas de mobilização digital em favor do presidente Lula.
O processo foi distribuído ao ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que determinou que Lula, Janones e o vice-presidente Geraldo Alckmin apresentassem defesa em cinco dias. Já a campanha de Flávio recebeu prazo de 72 horas para detalhar as supostas irregularidades.
No domingo (11/10), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, chegou a determinar, em outro processo, a suspensão do canal. A medida impedia a entrada de novos integrantes e o envio de mensagens.
A decisão, porém, foi suspensa por Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral, que restabeleceu o funcionamento do “Exército do Lula” e determinou que o caso fosse levado ao plenário da Corte.
Nesta segunda-feira (12/10), uma análise da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE, solicitada por Nunes Marques, não identificou a divulgação de notícias falsas específicas no canal entre 2 e 11 de outubro.
A equipe técnica, no entanto, apontou indícios de atuação coordenada e centralizada para ampliar a circulação de conteúdos digitais. Entre as práticas identificadas estão orientações para que seguidores curtissem e compartilhassem publicações antes mesmo de assisti-las, além de ações organizadas para impulsionar hashtags nas redes sociais.







