Uma meta ambiciosa foi anunciada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), nessa segunda-feira (12/10), ao seu Centro de Inteligência sobre Pandemias e Epidemias: até o ano de 2031, todos os países deverão detectar e avaliar ameaças de saúde em até 24 horas após seu surgimento.
“Se essa meta for cumprida, o mundo estará mais bem preparado para conter surtos antes que eles escalem para epidemias maiores ou se espalhem internacionalmente”, afirmou a OMS em comunicado.
Segundo a organização, a estratégia visa equipar cada país com as capacidades necessárias para identificar e compreender rapidamente ameaças emergentes à saúde, apoiando-os no desenvolvimento dos sistemas, capacidades e parcerias.
- Uma prioridade da OMS para alcançar a meta é o uso da inteligência artificial para escanear milhares de fontes públicas em tempo real todos os dias, identificando sinais de potenciais ameaças à saúde. (Veja todas abaixo)
O Centro foi criado em 2021, em resposta às dúvidas geradas pela pandemia de Covid-19, com apoio da Alemanha, e já trabalhou com 160 Estados-membros da OMS. Seu objetivo é detectar novas ameaças epidêmicas, sequenciar e identificar patógenos, além de apoiar ações rápidas para proteger comunidades ao redor do mundo.
Prioridades para os próximos 5 anos
- Uso da inteligência artificial para escanear milhares de fontes públicas em tempo real todos os dias, identificando sinais de potenciais ameaças à saúde.
- Fortalecer as capacidades em sequenciamento genômico e bioinformática para identificar e compreender patógenos emergentes, o que ajuda a acelerar o desenvolvimento de testes, tratamentos e vacinas.
- Conectar mais de 2 mil especialistas em modelagem e ciência de dados que podem ser mobilizados rapidamente em caso de novas ameaças.
- Iniciativa de Vigilância Colaborativa, que está sendo implementada em mais de 83 países
- Novo programa que desenvolverá sistemas digitais seguros para compartilhamento de dados entre países e parceiros.







