São Paulo — O sargento da Polícia Militar (PM) Samir Carvalho, acusado de matar a esposa Amanda Carvalho com três tiros e 51 facadas em uma clínica dermatológica, passa por julgamento nesta quarta-feira (14/10), no Fórum de Santos, litoral de São Paulo. Ele está preso desde maio do ano passado, no Presídio Militar Romão Gomes.
Amanda foi morta no local e apresentava marcas de tiro e de facadas
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Samir Carvalho invadiu uma clínica, matou a esposa e atirou na filha, no litoral de SP
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Sargento da PM matou esposa e atirou na filha após invadir clínica
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Amanda foi morta pela marido sargento da Polícia Militar na tarde da última quarta-feira
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Amanda dizia em suas redes sociais que sua família era o motivo de viver
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A empresária era bastante ativa nas redes sociais e postava fotos de viagens e conquistas dos filhos
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Amanda deixou três filhos
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Amanda jogava no time de vôlei da empresa em que trabalhava
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Amanda postava bastante registros da família nas redes sociais
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Em nota, o time de vôlei em que Amanda jogava lamentou a morte da atleta
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Amanda dizia que sua paixão era o vôlei e criou uma equipe mista na empresa em que era sócia
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Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o julgamento começou às 9h30. Treze testemunhas devem ser ouvidas e o réu interrogado.
Além de ter matado a esposa, na época, o militar também efetuou 10 tiros contra a filha de 10 anos, que tentou proteger a mãe. A menina foi atingida por dois disparos. Um atingiu a perna direita e se alojou na perna esquerda e o outro acertou o ombro esquerdo.
Vítima denunciou ameaças antes de morrer
Segundo o boletim de ocorrência obtido pelo Metrópoles na época, Amanda Carvalho chegou na clínica dermatológica acompanhada da filha, no dia 7 de maio de 2025, “aparentando um comportamento calmo”. O marido chegou na sequência.
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do Metrópoles SP
Tudo parecia normal, até o momento em que Amanda foi à recepcionista e contou estar recebendo ameaças do marido, que estava armado. Neste momento, a vítima correu para dentro do consultório de um médico da clínica e a funcionária chamou a polícia. Enquanto isso, o dermatologista trancou o consultório e colocou cadeiras na porta para impedir a entrada de Samir.
Dois agentes da PM chegaram à clínica e encontraram o sargento do lado de fora, enquanto a mulher e a filha estavam trancadas dentro do consultório.
Eles realizaram uma pré-averiguação, pediram para Samir levantar a blusa e concluíram que ele estava desarmado. Com isso, pediram para o médico abrir a porta do consultório.
Nesse momento, no entanto, o sargento pegou uma arma que estava guardada em uma sala vizinha e disparou pelo menos 10 vezes.
Em seguida, o policial pegou uma faca e desferiu dezenas de golpes na esposa. Amanda morreu no local e, além das marcas de tiro, apresentou os ferimentos causados pela arma branca, segundo a perícia.
Os policiais já estavam deixando o local quando ouviram os disparos. Eles voltaram e encontraram Samir no local do crime e Amanda morta. Ele foi preso em flagrante.
Ambos os policiais envolvidos na ocorrência estavam sendo investigados por um inquérito policial militar que iria apurar “rigorosamente” o ocorrido.







