Os 15 membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) se reuniram nessa sexta-feira (17/10) em mais uma votação para eleger o próximo secretário-geral do órgão. O pleito, contudo, foi finalizado sem consenso em torno de um dos sete nomes indicados e, portanto, sem eleger o próximo representante.
A indefinição abre caminho para novos nomes serem indicados.
O novo secretário-geral é eleito pela Assembleia Geral mas com indicação do Conselho de Segurança — formado por 10 membros rotativos e os cinco permanentes, Estados Unidos, França, China, Reino Unido e Rússia. Para que a indicação seja bem-sucedida, o nome precisa angariar apoio de nove membros do conselho e não ser rejeitado por nenhum dos permanentes.
Dos sete indicados que seguem na disputa, todos tiveram ao menos dois vetos de membros permanentes, o que inviabiliza a eleição para assumir o posto, ainda que tenha angariado apoio da maioria na votação.
A costarriquenha Rebeca Grynspan, que vinha despontando como favorita para assumir o cargo, recebeu o desencorajamento de dois membros permanentes do Conselho de Segurança. Os atuais indicados são:
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do Metrópoles
- Rebeca Grynspan – Costa Rica;
- Carolyn Rodrigues – Guiana;
- Rafael Grossi – Argentina;
- Macky Sall – Senegal;
- Olara Otunnu – Uganda;
- María Fernanda Espinosa – Equador;
- Ivonne A-Baki – Equador.
81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA)
Sam Pancher/Metrópoles
Lula na ONU
Ricardo Stuckert
Caminho aberto para novas indicações
Para diplomatas consultados pela reportagem em condição de anonimato, o caminho mais viável a partir de agora é que novos nomes sejam alçados para a disputa. Há o entendimento de que os membros permanentes não estão satisfeitos com a lista em votação, especialmente os Estados Unidos.
Neste sentido, outros nomes veem sendo ventilados e podem aparecer para disputa nas próximas semanas. Ganhou destaque nas últimas semanas Lana Nusseibeh, ministra-adjunta do Mistério das Relações Exteriores e representante permanente dos Emirados Árabes Unidos na ONU.
Para fontes diplomáticas, Nusseibeh pode ser uma indicação costurada pelos membros permanentes e que pode ter o apoio dos P5 na disputa. Há ainda outras figuras surgindo como possibilidades, como o búlgaro Nikolaï Mladenov, que é alto representante para Gaza do Conselho de Paz criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O Metrópoles apurou ainda que outros nomes femininos ainda podem surgir na duisputa, como Alicia Bárcena, secretária de Meio Ambiente e Recursos Naturais do México; e também o de Patricia Espinosa, ela também é mexicana e já atuou como secretária-executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).
Há uma mobilização entre os países para que o posto do secretariado-geral seja ocupado por uma mulher latina. A justificativa é que a América Latina é a única região que nunca teve um secretário-geral, além do fato de uma mulher nunca esteve à frente da organização.
Tal perfil também é encorajado pelo Brasil, que chegou a indicar a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet para a disputa.







