Os protestos desse sábado (17/10) na França deixaram 1 morto, 2.000 pessoas presas e mais de 600 policiais feridos, segundo informações do Ministério do Interior francês.
Ao todo, mais de 500 mil pessoas foram às ruas em dezenas de cidades para reivindicar contra o alto custo de vida no país. Os atos estão sendo marcadas pelo confronto entre policiais e manifestantes, além de vandalismo e estabelecimentos sendo saqueados.
Os protestos começaram em setembro, impulsionados por manifestações de alunos do ensino médio de uma escola aos arredores de Paris que protestavam contra a falta de professores e cortes de verbas na educação. No entanto, o movimento ganhou força nacional e incorporou outras pautas, principalmente a alta dos preços e inflação de combustíveis.
No começo do mês, dia 5 de outubro, na cidade de Lens, um estudante de 15 anos perdeu a mão após a explosão de uma granada de efeito moral. Após o ocorrido, o ministro do Interior do país, Laurent Nuñez, suspendeu o uso do artefato nos atos estudantis.
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do Metrópoles
Nas redes sociais, o ministro condenou os ataques violentos e afirmou que nada justifica a depredação de prédios públicos.
“Atacar as nossas forças de segurança, visar as nossas instituições, degradar edifícios públicos, invadir prefeituras ou câmaras municipais, saquear estabelecimentos comerciais: nada o justifica”, disse em suas redes sociais.
De acordo com Nuñez, os danos materiais são consideráveis, principalmente para comerciantes, mas afirmou que “a República não cederá àqueles que buscam impor desordem e violência”.
Manifester est un droit fondamental. Semer le désordre avec violence et de manière concertée n’en est pas un.
Attaquer nos forces de l’ordre, s’en prendre à nos institutions, dégrader des bâtiments publics, s’introduire dans des préfectures ou des mairies, piller des commerces : rien ne peut le justifier.
Au lendemain de cette journée du 17 octobre qui dans certaines villes s’est poursuivie très tard, je remercie vivement et j’apporte mon total soutien aux policiers, aux gendarmes et aux sapeurs pompiers qui, partout en France, sont intervenus dans des conditions extrêmes. Dès la mi-journée, à Marseille dès le matin, des exactions étaient commises par plusieurs milliers d’individus d’ultra gauche décidés à s’en prendre à nos bâtiments publics et à prendre à partie nos forces de l’ordre. Par la suite, ils ont été rejoints par des délinquants qui ont pillé et saccagé de nombreux commerces dans plusieurs villes en France : Paris, Marseille, Lyon, Bordeaux, Rennes, Strasbourg, Grenoble, Nice, Limoges, … et bien d’autres.
Pour l’heure, plus de 2 000 personnes ont été interpellées et dès aujourd’hui des enquêtes sont menées pour identifier les auteurs de ces actes pour qu’ils en répondent devant la justice.
A ce stade, plus de 600 policiers, gendarmes et sapeurs-pompiers ont été blessés pris dans ces scènes de violences. Ce bilan sanitaire n’est malheureusement que provisoire. Les dégâts matériels sont considérables, pour notamment plusieurs centaines de commerçants.
La République ne cédera rien à ceux qui veulent imposer le désordre et la violence.
— Laurent Nuñez (@NunezLaurent) October 18, 2026
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que aqueles que invadiram e atacaram as prefeituras e empresas serão processados e punidos.
“Permaneceremos unidos contra os semeadores do caos, que buscam apenas derrubar nossas instituições e impedir que aqueles que expressam pacificamente suas reivindicações o façam”, disse em publicação nas redes.
Veja imagens do protesto:
Registro do protesto realizado neste sábado (17/10)
Georgios Kostomitsopoulos/NurPhoto via Getty Images
“Redução de preços, não de direitos”
Richard Bord/Getty Images
Protesto na França neste sábado (17/10)
Muhammed Said Tako/Anadolu via Getty Images
Protestos tomam conta de diversas cidades na França, entre elas Paris, Marselha, Angers e Lyon
Reprodução/Redes Sociais







