Duas promessas de Flávio Marçal, o coach bolsonarista

Prosperidade qualquer um almeja. Então, por que não criar um ministério que abrace a causa? Tem orçamento, metas ou objetivos? Claro que não. Mas o que importa? A proposta de Flávio Bolsonaro tem a cara do discurso de coach de Pablo Marçal, que assumiu o papel de estrategista da campanha nesta reta final. O estelionato eleitoral transforma a prosperidade individual em promessa de governo, usando palavras genéricas como empreender, crescer e vencer, mas sem apresentar qualquer desenho administrativo.

Flávio propõe reunir qualificação profissional, crédito e incentivo aos pequenos negócios. Também afirmou que manterá o Bolsa Família, inclusive para quem conseguir emprego. “Para esse governo, Bolsa Família é o máximo. Para mim, é só o começo”, boa frase, mas já se sabe o final.

O problema, bem pequeno, é que o plano de governo de Flávio não prevê a nova pasta. Ao contrário, promete extinguir pelo menos dez ministérios para reduzir gastos. Não existe prosperidade quando o governo, o principal indutor de desenvolvimento e crescimento no país, fecha a torneira dos gastos.  A prosperidade é apenas um slogan que jamais se tornará política pública.

Sejamos justos, o plano do candidato possui um eixo denominado “Brasil que Prospera”, com propostas como a prioridade de beneficiários de programas sociais em ações de qualificação profissional, o incentivo à abertura de pequenos negócios e a transformação da Caixa Econômica Federal em um “Banco da Prosperidade”. Pobre Caixa.

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do Metrópoles

Chamou atenção outra promessa vazia de Flávio no debate. Se Lula gasta bilhões em bondades eleitorais, Flávio quis emular o Desenrola com o perdão da dívida para MEIs. “Para você que é pessoa física, vai ficar seis meses parada a sua dívida. Você não vai pagar boleto nenhum. E para você que é pessoa jurídica, esse prazo vai ser de um ano”.

Mais uma vez, a proposta não está em seu plano de governo e evidentemente, o senador não detalhou como seria financiada a compra das dívidas, critérios  para selecionar os beneficiários ou as condições de pagamento. Coisa de debate. Se não for eleito, senador fica sem mandato, mas não ficará sem emprego. Poderá seguir o caminho dos coachs, como seu estrategista Pablo Marçal.



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