Belo Horizonte — Uma denúncia sobre um voo que sairia do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, com destino a São Paulo, mobilizou equipes de segurança e provocou o cancelamento de uma viagem na noite dessa quinta-feira (22/10).
A ocorrência envolveu o voo 3045, da Latam Airlines Brasil. Entre os passageiros, a suspeita é de que havia uma bomba a bordo. As autoridades e a empresa não informaram o motivo exato do acionamento.
Larissa Almeida, de 35 anos, analista de planejamento, estava na aeronave. “A Latam informava que eram problemas técnicos a todo momento. Até retirarem uma pessoa de dentro da cabine, era nisso que acreditávamos. Depois começaram as especulações, após irmos para a sala da Receita Federal. Em nenhum momento a Latam confirmou essa informação aos passageiros”, contou ao Metrópoles.
Ela relatou que, até o momento que antecedeu a retirada da pessoa do avião, todos estavam apreensivos apenas com o atraso. “Depois disso, sim, as pessoas ficaram inquietas e curiosas”, disse. “Falavam que foi encontrada uma carta falando dessa possível bomba“, acrescentou.
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do Metrópoles
Tempo de espera supera 6h
Larissa afirmou que aguardou aproximadamente seis horas até o cancelamento do voo, sendo cerca de duas horas dentro da aeronave. O voo estava previsto para decolar às 20h25, e ela só conseguiu sair do aeroporto às 4h da manhã.
“Durante a espera, recebemos informações de que o atraso seria de aproximadamente 15 minutos, mas os prazos não foram cumpridos. Também fomos informados sobre problemas técnicos, sem que fosse apresentada uma solução efetiva”, disse.
Após o cancelamento, a passageira enfrentou mais duas horas e meia de fila no atendimento para tentar remarcar a viagem, pois não conseguia realizar o procedimento pelo aplicativo. “A alternativa oferecida pela companhia chegaria tarde demais, impedindo-me de cumprir compromissos previamente agendados”, reclamou.
Ela explicou que o sistema fez uma alteração automática. “Conseguiram remarcar para o período da tarde, mas meus compromissos eram pela manhã. Essa remarcação foi feita automaticamente pelo aplicativo. Tentei alterar, mas, como estava com mala despachada, o sistema me impedia de remarcar”, concluiu.
O que dizem as autoridades
Por meio de nota, a Latam informou apenas que solicitou apoio das autoridades antes da decolagem.
“A companhia reforça que a segurança é um valor inegociável em todas as suas atividades e que segue rigorosamente os mais elevados padrões internacionais para garantir uma operação segura a todos”, afirmou.
Já a BH Airport, concessionária responsável pela administração do aeroporto, confirmou que, assim que foi informada da ocorrência, acionou os protocolos de segurança previstos no Plano de Emergência do Aeroporto e comunicou as autoridades competentes.
A Polícia Federal (PF), por sua vez, informou que adotou todos os procedimentos de segurança necessários diante da situação de risco identificada.
“O cancelamento do voo se deveu ao adiantar da hora em que foram finalizados tais procedimentos, por questões operacionais de horários de decolagens e pousos do aeroporto”, explicou a corporação.
Nenhuma das instituições confirmou a existência de uma bomba na aeronave ou esclareceu o que motivou o acionamento dos protocolos de emergência.
O Metrópoles questionou a Latam sobre as supostas ameaças de bomba, mas não teve retorno. O espaço permanece aberto.







