A fibromialgia é uma síndrome clínica crônica caracterizada por dor musculoesquelética generalizada ou contínua, associada a uma maior sensibilidade do sistema nervoso central ao processamento dela. Entre as áreas da vida impactadas pela condição está a vida sexual — já que os sintomas e medicamentos podem contribuir para a redução da libido.
À coluna, médica Monique Guilarducci, especialista em dor, explica que é fundamental que o paciente converse sobre sexo com os profissionais. “Muitas pessoas ainda sentem vergonha, mas parte da avaliação e do cuidado. Existem opções de tratamento com diferentes perfis, e essa escolha deve considerar as necessidades e a resposta de cada pessoa”, afirma.
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
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O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
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É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
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No sexo, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazer
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Também depende do profissional
Ao comentar sobre a própria rotina clínica, ela conta que já teve pacientes que passaram a falar abertamente depois que ela iniciou o assunto.
“Ele apresentava um quadro depressivo importante, associado a uma longa trajetória de dor e sofrimento emocional causados pela fibromialgia. Nesse caso, precisávamos cuidar do humor e, ao mesmo tempo, considerar os possíveis efeitos do tratamento sobre sua vida sexual”, detalhou.
Muito mais que medicação
Em vivências como essa, Monique destaca que a abordagem pode incluir ajustes de medicação, por exemplo — o que engloba não só a área sexual, como também psicológica e física. “A sexualidade é parte da qualidade de vida e deve ter espaço na consulta, sem constrangimento ou julgamento”, chama atenção.
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Em contrapartida, ela reforça que a atenção não deve ficar somente nos remédios, já que, muitas vezes, o sexo já está comprometido pelas alterações de humor, pelas limitações impostas pela dor e pela redução do convívio social.
“Por isso, mesmo que o tratamento medicamentoso possa interferir na libido, é preciso avaliar o contexto como um todo. Essa avaliação deve ser individualizada, considerando os benefícios do tratamento”, encerra.








