A médica goiana Maize Oliveira (foto em destaque), de 34 anos, é uma das vítimas do acidente envolvendo uma lancha que pegou fogo no Lago Paranoá, em Brasília, no último domingo (20/9). A dermatologista teve cerca de 50% do corpo queimado e está internada em Goiânia (GO).
Conforme informações divulgadas por familiares, Maize está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Queimaduras.
Apesar da gravidade dos ferimentos, o quadro de saúde dela é considerado estável. Ela deve passar por dois procedimentos cirúrgicos nos próximos dias para tratar queimaduras.
O grupo que estava na lancha que pegou fogo era de Goiânia e havia viajado ao Distrito Federal para passar o fim de semana. Segundo os relatos, os integrantes não se conheciam previamente.
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do Metrópoles DF
Veja imagens:
A Marinha do Brasil informou que a embarcação transportava 15 pessoas e era conduzida por um profissional contratado. Por sua vez, a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) informou que 13 passageiros da lancha foram atendidas no Hospital Regional da Asa Norte (Hran).
Além de Maiza, outra três pessoas, sendo dois homens e uma mulher, sofreram queimaduras graves. Conforme atualização repassada pela SES-DF, dessas vítimas, a única que permanecia internada no Hran recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (22/9).
Explosão e acidente
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado às 16h37 para atender à ocorrência, na altura do Setor de Clubes Sul.
Uma equipe da Capitania Fluvial de Brasília, que realizava uma inspeção naval no Lago Paranoá, avistou a fumaça e chegou ao local por volta das 16h40. Os militares passaram a acompanhar a ocorrência e adotaram as providências de competência da Marinha.
O CBMDF combateu as chamas, e o incêndio foi extinto por volta das 18h. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF) também prestou apoio no local.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, a explosão aconteceu após várias tentativas de partida da embarcação. No boletim de ocorrência, consta que o motor da lancha não funcionava e, depois de várias tentativas de partida, foi colocado combustível levado em um galão.
Mesmo assim, o motor não ligou. Na sequência, uma pessoa que aparentava trabalhar na marina se aproximou para ajudar o condutor.
Durante as novas tentativas de ligar a embarcação, houve uma explosão seguida de incêndio. Segundo os depoimentos, a explosão teria começado na parte traseira da lancha, perto da pia.
A Marinha do Brasil instaurou um inquérito administrativo para apurar as circunstâncias e as possíveis causas do incêndio.







