Febre, mal-estar, dores no corpo, aumento dos gânglios linfáticos (íngua) e lesões na pele estão entre os sintomas da mpox. As feridas podem aparecer em diferentes partes, como rosto, boca, região genital, ânus, tronco, braços, pernas, palmas das mãos e plantas dos pés. A quantidade varia de pessoa para pessoa, podendo haver desde poucas lesões até mais de uma centena.
As manifestações na pele costumam passar por diferentes estágios. Segundo o dermatologista Wesley Ferreira, CEO da Singular Medicina Estética e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), elas geralmente começam como pápulas, pequenas elevações na pele, e evoluem para vesículas, que são bolhas com líquido. Depois, podem se transformar em pústulas, lesões com conteúdo esbranquiçado, até formar crostas.
A ausência de febre não significa que a pessoa não esteja infectada. Por isso, mesmo uma única lesão suspeita pode justificar avaliação médica, principalmente quando há histórico de contato próximo ou íntimo com alguém diagnosticado com a doença.
Quando procurar atendimento?
Lesões novas e sem explicação, semelhantes a espinhas, bolhas ou feridas, especialmente nas regiões genital, anal ou oral, devem ser avaliadas por um profissional de saúde. Também é importante ficar atento a feridas dolorosas, endurecidas ou com uma pequena depressão no centro.
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do Metrópoles Saúde e Ciência
Ínguas, dor de garganta, mal-estar e dores musculares associados às lesões também podem indicar a infecção. Outros sinais que merecem atenção são dor anal ou retal, sangramento e dor ao evacuar, mesmo quando não há feridas visíveis na parte externa do corpo.
“Uma única lesão suspeita, sem febre, pode justificar avaliação médica, principalmente após contato próximo ou íntimo com uma pessoa infectada”, orienta Ferreira.
A procura por atendimento deve ser urgente em caso de dor intensa, lesões próximas aos olhos, alterações na visão, dificuldade para urinar, engolir ou respirar, sinais de desidratação ou piora importante do estado geral.
Até a avaliação médica, a recomendação é evitar contato íntimo e contato direto das lesões com outras pessoas. Quando possível, as feridas devem ficar cobertas. Também é importante não manipular as crostas.
Brasil registra 665 casos de mpox em 2026
O Brasil contabilizou 665 casos de mpox em 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. O total representa uma redução de 94% em relação a 2022, quando o país enfrentou um surto da doença e registrou 10.821 infecções.
O Rio de Janeiro está entre os estados com mais casos confirmados. De janeiro a 3 de novembro de 2026, foram 269 registros, sem mortes, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. O número é quase três vezes maior que o contabilizado no mesmo período de 2025, quando o estado confirmou 92 infecções.
No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde atualizou para 23 o total de casos confirmados em 2026.
O Ministério da Saúde acompanha a evolução da vacinação e o consumo das doses enviadas aos estados para avaliar a necessidade de novos repasses. A medida integra as ações de vigilância, prevenção e controle da doença no Sistema Único de Saúde (SUS), com atenção à proteção das populações mais vulneráveis.
Como ocorre a transmissão?
A mpox é uma doença causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais e secreções respiratórias durante contato próximo e prolongado. O contato sexual também pode favorecer a transmissão.








