Após Prada, Dior reforça guinada do luxo em direção ao feito à mão

Em meio à popularização de imagens geradas por inteligência artificial, a Dior aposta no trabalho artesanal para celebrar o Natal. Sob direção criativa de Jonathan Anderson, a maison francesa lançou um curta-metragem de animação desenhado à mão, que resgata a amizade entre Christian Dior e a atriz Marlene Dietrich. A produção combina referências à história da grife, técnicas tradicionais de ilustração e uma atmosfera lúdica para destacar o valor da criatividade humana.

Vem comigo saber mais!

Dior/Divulgação
Pôster do curta Christian Dior’s Night in Color

Campanha de Natal da Dior

A maison elegeu o desenhista e cenógrafo Sylvain Chomet para dirigir um curta-metragem inspirado na amizade entre Christian Dior e a atriz alemã Marlene Dietrich. Narrada pelo ator Robert Pattinson — conhecido por filmes como Crepúsculo, Duna e O Farol —, e intitulada Christian Dior’s Night in Color, a trama conta ainda com as vozes da cantora Rihanna e dos atores Greta Lee e Josh O’Connor.

Dior/Divulgação
Robert Pattinson
Dior/Divulgação
Josh O’Connor

Desenhado à mão e sob direção criativa de Jonathan Anderson, o curta se passa em 1949 e acompanha o fundador da casa francesa enquanto recebe um pedido urgente para elaborar um novo vestido para Dietrich usar em um filme. Centrado na transição do cinema preto e branco para o colorido, Christian conta com a ajuda de criaturas carismáticas, como abelhas e uma cadeira falante, além de seu cachorro, para criar o vestido dos sonhos em cores.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles

Dior/Divulgação
Christian conta com a ajuda de criaturas carismáticas, como abelhas e uma cadeira falante, além de seu cachorro, para criar o vestido dos sonhos em cores

Ambientado na véspera de Natal, o projeto resgata técnicas de animação dos anos 1940, recriando a famosa Avenue Montaigne. Para Chomet, a tarefa não foi difícil.

“Nós visitamos os ateliês de alta-cosutra e muitas imagens para nos mantermos fiéis à história da casa”, detalha Sylvain.

1 de 5

Modelos vestem criações do estilista

Keystone/Getty Images

2 de 5

Personagens do curta estampam peças da coleção de fim de ano

Dior/Divulgação

3 de 5

Christian Dior

Bettmann/Getty Images

4 de 5

Boné com personagem do curta

Dior/Divulgação

5 de 5

Coelhos que aparecem na animação estampam bolsa

Dior/Divulgação

Vestido de contos de fadas

Famoso por suas pétalas azul-esverdeadas bordadas, o Junon foi criado por Christian Dior em 1949. Remetendo a um pavão, a modelagem se consolidou como uma das mais famosas da casa francesa e foi escolhida para ser o destaque do curta-metragem Christian Dior’s Night in Color.

“Estávamos procurando um vestido para contar o nosso conto de fadas, um que fosse colorido e original o suficiente para marcar essa transição. Foi aí que encontramos o Junon”, explica Chomet.

Vestido Junon
Dior/Divulgação
Pétalas azul-esverdeadas

Contudo, na vida real, Marlene Dietrich nunca chegou a usar a peça. Cliente fiel da maison, a alemã chegou a proferir a icônica frase “No Dior, no Dietrich” (“Sem Dior, sem Dietrich, em tradução livre), que também apareceu no roteiro da campanha artesanal da marca. “É maravilhoso pensar que Marlene vai conseguir usá-lo”, conclui o diretor.

Bishop Marshall/Mirrorpix via Getty Images
Atriz alemã Marlene Dietrich

Na contramão da inteligência artificial

O movimento da grife francesa não é isolado. Outras casas de moda do segmento de luxo vêm apostando na mesma linha: valorizar o trabalho artesanal e único. O feito à mão sempre andou lado a lado com o luxo, porém, agora se torna um posicionamento claro: o de valorizar a criatividade humana. “Feito à mão por humanos é o novo luxo”, declara usuária do Instagram.

1 de 8

Coleção se inspirou na estética da década de 1990

Prada/Divulgação

2 de 8

Campanha foi lançada para as festas de fim de ano

Prada/Divulgação

3 de 8

Camundongos

Prada/Divulgação

4 de 8

Esboço feito por John Pomeroy

Prada/Divulgação

5 de 8

Esboço feito por John Pomeroy

Prada/Divulgação

6 de 8

Sadie Sink é uma das estrelas da campanha

Prada/Divulgação

7 de 8

Morcegos

Prada/Divulgação

8 de 8

Esboço feito por John Pomeroy

Prada/Divulgação

Fugindo dos prompts e das imagens geradas artificialmente, marcas como Bottega Veneta, Prada e Burberry vêm investindo em campanhas que dialogam com o universo de savoir-faire de cada uma delas. O movimento ressalta uma tendência crescente de busca por autenticidade e emoção. “Essas campanhas ilustradas são simplesmente deslumbrantes. E algo que a inteligência artificial jamais conseguiria alcançar!”, elogia internauta. “Encantador. Estiloso. Inspirador. Lúdico. É disso que queremos ver mais!”, afirma outra.

Bottega Veneta/Divulgação
Campanha para coleção-cápsula da Bottega Veneta
Bottega Veneta/Divulgação
Uso de animação

Seja pela ausência de conexão pessoal, receio relacionado ao desemprego ou preocupações sobre armazenamento de dados, os conteúdos de moda gerados com IA acendem alertas no público. Não se trata de uma rejeição completa da tecnologia, mas de uma cobrança por seu uso prudente e consciente.



Tribunal Brasília

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *