Um relatório da Polícia Federal (PF) apresentado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), indica que o Banco de Brasília (BRB) teve participação direta nas fraudes envolvendo o Banco Master. Para a PF, o BRB não pode ser considerado uma “vítima”.
A indicação da Polícia Federal surgiu no âmbito da investigação sobre os crimes financeiros envolvendo o aporte de R$ 12 bilhões do BRB na compra de carteiras falsas do Master. A informação consta em relatório sigiloso da PF encaminhado ao STF. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta terça-feira (26/5).
Segundo a PF, o BRB soube das suspeitas de fraudes nas carteiras de crédito do Master ainda no segundo semestre de 2024, quando as negociações tiveram início. Mesmo assim, o relatório indica que o banco decidiu continuar com as transações.
“Os depoimentos indicam que o BRB não foi vítima da estratégia fraudulenta do Banco Master. Contrariando a diligência exigida na gestão contratual, os gestores mantiveram a operação mesmo após terem ciência formal do descumprimento de cláusulas contratuais referentes ao repasse financeiro, da inexistência dos comprovantes de averbação e de diversas outras fragilidades operacionais”, diz trecho do relatório divulgado pelo Estadão.
O documento traz ainda detalhes de como os dados eram controlados manualmente, por meio de planilhas Excel, o que evidenciava as fragilidades de operação do banco de Daniel Vorcaro.







