A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de Pedro Higa, de 28 anos, que teria passado mal durante o Zig Festival, realizado no último sábado (10/10). O pai do jovem registrou uma ocorrência, e o caso é apurado como morte suspeita pelo 2º Distrito Policial (DP) do Bom Retiro, na região central da capital paulista.
A morte foi confirmada pela tia do jovem, Angela Higa, nas redes sociais. Até o momento, as circunstâncias do ocorrido e a causa oficial não foram divulgadas. O corpo do estudante foi sepultado nesta terça-feira (13/10), no Cemitério da Paz Morumbi.
Nas redes sociais, relatos sobre o atendimento prestado ao jovem começaram a circular após a repercussão do caso. Gilles Giovani, que afirma esteve no ambulatório do evento, disse ter presenciado a chegada de Pedro e se colocou à disposição das autoridades para prestar depoimento.
“Estava no ambulatório acompanhando um amigo e vi quando o Pedro Higa chegou comu uma amiga. Vi os primeiros socorros (se é que podemos chamar de primeiros socorros), a enfermeira duvidando da amiga falando que ele estava sóbrio”, publicou.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles Entretenimento
No X, Daniela Favero, amiga do estudante, afirmou ter acompanhado Pedro até o hospital. Em uma publicação, ela relatou o que viveu naquela madrugada e lamentou a morte do jovem. “Eu estava lá, eu fui ao festival com ele. Eu passei a madrugada no hospital, não postei nada em respeito à família. Nem consigo sentir raiva de tanta tristeza e choque. Estávamos felizes para ver a Slayyter”, escreveu.
A segunda edição do Zig Festival em São Paulo ocorreu entre nas casas de shows Pavilhão e Audio, na zona oeste da capital. A programação reuniu artistas como Slayyyter, Rochelle Jordan e INJI. O evento é organizado pelo grupo Zig, conhecido por festas e espaços dedicados à música alternativa e à comunidade LGBT+.
Após o festival, a organização passou a receber críticas nas redes sociais. Entre as reclamações publicadas pelo público, estão relatos de superlotação e temperaturas elevadas durante os shows. Em meio à repercussão, os responsáveis divulgaram uma nota afirmando que apuram as manifestações recebidas, mas não mencionaram a morte do estudante.
“A ZIG Festival informa que está apurando, com toda a seriedade, os fatos e as manifestações recebidas a respeito do evento realizado em 10 de outubro de 2026. Lamentamos profundamente os transtornos relatados. Nosso compromisso sempre foi e continua sendo oferecer entretenimento de qualidade, com a estrutura e o cuidado que o nosso público merece”, diz a nota.
O Metrópoles entrou em contato com a organização do Zig Festival e com a família de Pedro Higa, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.







