Uma mulher acusada de torturar a ex-companheira do marido a pauladas e raspar a cabeça dela, no Rio de Janeiro (RJ), foi presa nesse domingo (19/10), no momento em que estava no velório de um parente, no Cemitério do Caju. A presa foi identificada como Camilly Duarte de Jesus.
Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), o companheiro de Camilly, André Luiz Anunciação de Arbuez, apontado como criminoso de alta periculosidade, também participou do crime, que teria ocorrido após a mulher cobrar uma dívida de aproximadamente R$ 30 mil.
Camilly era considerada foragida havia mais de dois anos e foi localizada após trabalho de investigação e inteligência policial desenvolvido pela equipe operacional da 24ª Delegacia de Polícia (Piedade).
O crime
O crime teria sido cometido com extrema violência. De acordo com a corporação, a vítima foi brutalmente espancada, submetida a sofrimento físico e psicológico e obrigada a suportar a humilhação de ter todo o cabelo raspado contra a própria vontade.
Entre no canal de WhatsApp
da Coluna Mirelle Pinheiro
Conforme descrito na denúncia oferecida pelo Ministério Público, André teria combinado um encontro com a vítima em sua residência, no interior da comunidade de Manguinhos, sob o pretexto de tratar da dívida de R$ 30 mil.
No entanto, ao chegar ao imóvel, a vítima teria sido surpreendida pela dupla, que passou a atingi-la com diversos golpes de um pedaço de madeira.
Enquanto André segurava a mulher à força, Camilly teria utilizado uma máquina de cortar cabelo para raspar completamente a cabeça dela.
A gravidade das agressões foi documentada por meio de exame de corpo de delito, declarações e registros fotográficos anexados aos autos.
O laudo pericial apontou que a multiplicidade das lesões era compatível com o emprego de meio cruel, destacando a imposição deliberada de sofrimento físico à vítima.
Criminoso de alta periculosidade
De acordo com a polícia, André, que é natural de Cuiabá (MT), tem extenso histórico criminal e é considerado de alta periculosidade. Ele também estaria ligado ao tráfico de drogas na comunidade de Manguinhos, na zona norte do Rio.
André possui três mandados de prisão em aberto, além de condenações cujas penas ultrapassariam, em conjunto, 20 anos de reclusão por crimes de roubo majorado.
Seu histórico também apresenta anotações relacionadas a tortura, tráfico de drogas e outros delitos graves.
André permanece foragido e continua sendo procurado pelas forças de segurança.







