Três pesquisadoras do DF estão na lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro

Três mulheres com atuação no Distrito Federal aparecem na segunda edição da lista As 100 Mulheres Poderosas do Agro, da Forbes Brasil. Entre elas estão pesquisadoras da Universidade de Brasília (UnB), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do CGIAR, consórcio internacional de pesquisa agrícola.

A ecóloga Mercedes Bustamante, professora da UnB, aparece na 70ª posição. Já a pesquisadora Simone Palma Favaro, da Embrapa Agroenergia, ocupa o 90º lugar. A bióloga Vânia Cristina Rennó Azevedo, que dirige os Bancos Genéticos Globais do CGIAR, está na 97ª colocação.

A lista reúne profissionais de diferentes regiões, gerações e áreas de atuação no agronegócio. A segunda edição foi lançada em outubro, em referência ao Dia Internacional da Mulher Rural, celebrado em 15 de outubro, e inclui produtoras rurais, pesquisadoras, executivas, empreendedoras e lideranças institucionais.

Mercedes Bustamante

Na 70ª posição, Mercedes Bustamante é professora titular da UnB e desenvolve pesquisas sobre o Cerrado, o uso da terra e as mudanças ambientais globais.

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do Metrópoles DF

Há mais de 30 anos, a ecóloga estuda os impactos da transformação da vegetação nativa em áreas de pastagem e lavoura. O trabalho investiga, entre outros aspectos, a emissão de gases de efeito estufa e os efeitos das mudanças ambientais sobre o solo e os ecossistemas.

A pesquisadora também contribuiu com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), e integra a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos como membro internacional.

Simone Palma Favaro

Pesquisadora da Embrapa Agroenergia, em Brasília, Simone Palma Favaro ocupa a 90ª posição na lista. Ela atua no desenvolvimento de tecnologias para o aproveitamento de matérias-primas vegetais na produção de biocombustíveis.

Desde 2024, Simone coordena a parte científica de um projeto de cinco anos realizado em parceria com a Acelen Renováveis, empresa ligada ao fundo Mubadala. A iniciativa busca aprimorar o cultivo da macaúba, palmeira nativa do Cerrado, e desenvolver técnicas para a extração do óleo e o aproveitamento de diferentes partes da planta.

O projeto está relacionado à produção de combustível sustentável de aviação. A Acelen planeja investir US$ 3 bilhões no empreendimento e cultivar macaúba em até 144 mil hectares de pastagens degradadas para abastecer uma biorrefinaria na Bahia.

Simone ingressou na Embrapa em 2012 e estuda oleaginosas desde então. Ela é graduada em agronomia e doutora em ciência de alimentos pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde desenvolveu parte da pesquisa de doutorado na Inglaterra. A trajetória profissional também inclui trabalhos de cooperação em projetos de bioenergia em Moçambique.

Vânia Cristina Rennó Azevedo

Nascida em Brasília, Vânia Cristina Rennó Azevedo ocupa a 97ª posição no ranking. Bióloga e doutora em biologia molecular pela UnB, ela atua na conservação de recursos genéticos vegetais e dirige os Bancos Genéticos Globais do CGIAR desde outubro de 2025.

A rede reúne 11 bancos genéticos responsáveis pela conservação de cerca de 730 mil amostras de 25 grupos de culturas agrícolas, entre elas arroz, trigo, milho, feijão, mandioca e batata.

Antes de assumir o cargo, Vânia trabalhou na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e dirigiu bancos genéticos do Instituto Internacional de Pesquisa em Culturas para os Trópicos Semiáridos (ICRISAT), na Índia, e do Centro Internacional da Batata (CIP), no Peru.

Durante a passagem pelo CIP, participou da criação de uma estrutura de criopreservação para conservar variedades de batata, batata-doce e mandioca.

Na Embrapa, também coordenou iniciativas relacionadas à conservação de recursos genéticos vegetais e criou o Banco de DNA de Plantas.



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