Viúva perde R$ 2 milhões em golpe do falso advogado e MP denuncia quadrilha

Uma viúva de 80 anos perdeu R$ 1,97 milhão após cair no golpe do falso advogado, no Paraná. O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou 15 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema de estelionato por fraude eletrônica. Onze investigados foram presos no início de outubro, durante uma operação da Polícia Civil. A vítima foi enganada por meio de chamadas de vídeo e mensagens pelo WhatsApp.

Confira imagens da operação

Segundo a denúncia, os criminosos se passaram por advogados e representantes do setor jurídico do Banco Central e da Caixa Econômica Federal para convencer a vítima a realizar transferências bancárias. O grupo prometia liberar um suposto crédito judicial de R$ 7 milhões, referente ao falecido marido da idosa, mas exigia pagamentos antecipados de falsas custas processuais.

Como funcionava o golpe

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, os suspeitos obtinham informações das vítimas por meio de processos judiciais e, em seguida, entravam em contato fingindo ser advogados. Para dar credibilidade à fraude, utilizavam nomes de escritórios de advocacia e logotipos de empresas.

As investigações apontaram que os 15 denunciados teriam cedido suas contas bancárias para receber e transferir rapidamente os valores ilícitos entre diferentes contas e instituições de pagamento, dificultando o rastreamento do dinheiro.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles

1 de 3

Operação Golpe do Falso Advogado

Reprodução / PCPR

2 de 3

Viúva perdeu R$ 2 milhões em golpe

Reprodução / PCPR

3 de 3

Diligências

Reprodução / PCPR

Operação e medidas judiciais

A operação policial cumpriu 15 mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão em Fortaleza, Maracanaú e Eusébio, no Ceará. Ao todo, 11 pessoas foram presas em 8 de outubro.  A Justiça também autorizou o bloqueio de mais de R$ 2 milhões em contas bancárias dos investigados.

O MPPR solicitou a conversão das prisões temporárias em preventivas, alegando a gravidade dos fatos, a atuação interestadual do grupo e a necessidade de garantir a ordem pública. A Promotoria também pediu a manutenção das medidas de bloqueio patrimonial para viabilizar a reparação dos prejuízos sofridos pela vítima.

Além disso, foi solicitada a abertura de um novo inquérito policial para identificar os possíveis mentores do esquema, que mantinham contato direto com a idosa.

O caso reforça a preocupação das autoridades com o crescimento desse tipo de fraude. Recentemente, representantes do MPPR se reuniram com a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Paraná (OAB-PR) para discutir o avanço dos golpes que utilizam dados reais de processos judiciais, advogados e magistrados para enganar vítimas.

As investigações continuam para esclarecer a participação dos envolvidos e identificar outros possíveis responsáveis pelo crime.



Tribunal Brasília

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *