O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Leandro Grass (PT) disse, nesta segunda-feira (19/10), que pretende unificar o comando do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) e promover novos concursos para policiais, para reforçar o combate à criminalidade e à violência contra a mulher. A declaração foi feita durante sabatina do TMC.
Grass criticou o atual modelo de gestão da saúde pública do DF, em que o Iges-DF administra o Hospital de Base, o Hospital Regional de Santa Maria e as unidades de pronto atendimento (UPAs), enquanto a Secretaria de Saúde é responsável pelos demais hospitais e pela atenção primária.
“Saúde não pode ter essa divisão. Você precisa ter um comando único, você precisa ter uma única gestão que consiga ordenar, planejar, definir metas e resultados”, disse Grass.
O candidato também associou o modelo de gestão aos casos de pacientes que morreram sem receber atendimento adequado. Ele citou as mortes de Vilmar, em uma UPA no Recanto das Emas, e de Rodrigo, na porta do Hospital de Base.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles DF
“Quando eu falo em devolver o comando à Secretaria de Saúde, significa o meu secretário, a minha Secretaria de Saúde, poder mandar e cobrar o que tem que acontecer em todos os hospitais, UPAs e unidades básicas”, afirmou.
O candidato afirmou que pretende manter os profissionais de saúde que atuam no Iges-DF, mas subordiná-los à Secretaria de Saúde. Ele também disse que pretende nomear profissionais aprovados em concursos e recompor as equipes da rede pública.
“Vou preservar os trabalhadores do Iges que atuam na área da saúde. Enfermeiro, técnico, auxiliar, médico, fonoaudiólogo, nutricionista, fisioterapeuta, todo mundo que atua na saúde. Vão estar subordinados ao comando da Secretaria. Vão prestar o serviço na UPA, no hospital, onde for preciso”, afirmou.
Em relação às novas contratações, Grass citou enfermeiros, agentes comunitários de saúde, técnicos, auxiliares e médicos. Ele também mencionou a carreira de Gestão e Assistência Pública à Saúde (GAPES) e defendeu a ampliação das equipes para melhorar o planejamento e o atendimento.
“Vamos recompor as equipes e garantir que a saúde tenha um comando único, com planejamento e metas, além de promover mutirões de exames, cirurgias e consultas. Vamos começar com um grande plano de enfrentamento à crise da saúde”, acrescentou.
Segurança pública
Na área da segurança pública, Grass defendeu a descentralização do monitoramento policial para agilizar o atendimento às ocorrências, principalmente nos casos de violência contra a mulher.
O candidato criticou o modelo do programa DF360, do governo de Celina Leão (PP), e afirmou que a concentração do monitoramento em uma única central pode atrasar a resposta policial.
“O que eu estou propondo? As unidades descentralizadas em cada região administrativa. Então o monitoramento daquela cidade, por exemplo, Varjão, as câmeras do Varjão vão estar conectadas com o batalhão do Varjão”, afirmou.
Segundo Grass, a proposta prevê que as equipes policiais mais próximas sejam acionadas assim que as câmeras identificarem um crime, o descumprimento de uma medida protetiva ou uma agressão contra uma mulher.
Grass também defendeu a realização de concursos públicos em intervalos menores para recompor o efetivo das forças de segurança do DF. Segundo ele, a proposta pode ser viabilizada dentro da margem disponível no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.
“Eu estou propondo a gente fazer concursos com menor tempo de distância entre um e outro para a recomposição do efetivo da polícia. Isso vai, claro, gerar impacto financeiro? Vai. Mas a gente tem hoje uma margem no limite prudencial da Lei de Responsabilidade que permite contratações policiais, corpos de bombeiros também aqui no DF”, afirmou.







