A Polícia Civil (PCDF), por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), deflagrou, nesta sexta-feira (14/8), a Operação Divisa destinada a desarticular uma organização criminosa especializada em furtos e roubos de quase uma centena de motocicletas. O grupo atuava no Distrito Federal, em Goiás e Minas Gerais.
A investigação identificou uma estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas entre executores dos furtos, responsáveis pelo apoio logístico, transporte, ocultação e desmanche dos veículos, além de receptadores e comerciantes encarregados da comercialização clandestina das peças.
Os mandados de prisão preventiva alcançam 12 investigados, identificados como integrantes da estrutura criminosa.
As buscas abrangem 15 residências e estabelecimentos relacionados aos investigados na Cidade Ocidental (GO), Luziânia (GO) e Valparaíso de Goiás (GO), no Distrito Federal e em São Gotardo (MG).
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do Metrópoles
As diligências revelaram que os criminosos utilizavam motocicletas de apoio para a prática dos furtos. Em geral, os integrantes se deslocavam em duas ou mais motos, ficando um deles responsável pela condução do veículo de apoio, enquanto outro executava a subtração do veículo escolhido.
Para driblar os sistemas de segurança, eram utilizadas ferramentas específicas, como chaves do tipo “micha”, barras metálicas e alicates, permitindo o rompimento da ignição e de cadeados. Após a subtração, os criminosos deixavam o local utilizando simultaneamente o veículo furtado e as motocicletas de apoio.
As motos eram encaminhadas para locais previamente definidos, especialmente nas regiões de Santa Maria (DF), Cidade Ocidental (GO) e Luziânia (GO), onde permaneciam ocultadas por determinado período antes de serem desmontadas.
A investigação identificou, ainda, uma segunda etapa da atividade criminosa: após o desmanche, as peças eram destinadas à comercialização clandestina, inclusive por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, com circulação dos produtos entre Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.
De acordo com as apurações, a organização possuía capacidade de recomposição e continuidade das atividades mesmo depois de apreensões de veículos, prisões em flagrante e intervenções policiais, circunstância que reforçou a necessidade das medidas cautelares solicitadas pela Polícia Civil do DF.
Investigação
Entre os elementos reunidos pela Corpatri estão imagens de sistemas de segurança, leitura automática de placas (OCR), monitoramento policial, cruzamento de vínculos entre pessoas e veículos, apreensões, prisões em flagrante e depoimentos.
De acordo com a PCDF, a organização teria subtraído quase uma centena de motocicletas durante aproximadamente um ano e meio de atuação.
A apuração teve início a partir da identificação da repetição de furtos de motocicletas e da existência de um modus operandi comum entre diferentes ocorrências.
O cruzamento das informações permitiu estabelecer conexões entre os autores, veículos de apoio, locais utilizados para ocultação e desmanche e pessoas envolvidas na receptação e comercialização das peças.
Ao longo da investigação, foram identificadas ocorrências em diferentes regiões do Distrito Federal e posteriormente estabelecida a conexão com imóveis e investigados situados em Goiás e Minas Gerais.







