Joselaine Gomes Lourenço, 47 anos, é a mulher que transformou a rotina de acolhimento e proteção de idosos na Asa Norte em um cenário de exploração e furto sistemático. Embora a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) mantenha o sigilo sobre a identidade da investigada, a coluna Na Mira apurou com exclusividade que Joselaine é a cuidadora presa preventivamente nesta quarta-feira (26/8) em uma operação deflagrada pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte).
A mulher é acusada de se aproveitar da vulnerabilidade extrema das residentes para subtrair joias e objetos de valor, acumulando um prejuízo estimado em R$ 50 mil. Os crimes ocorreram entre abril e junho deste ano. A criminosa foi filmada por câmeras do circuito interno de segurança da casa de repouso explorando a vulnerabilidade de mulheres idosas.
Valendo-se do livre acesso aos quartos e da confiança intrínseca ao cargo, a investigada retirava peças de ouro como anéis, colares, medalhas e pingentes das próprias vítimas. Além dos crimes atuais, Joselaine é velha conhecida da polícia. Em 2014 ela já havia sido presa acusada de ser o braço-direito de uma quadrilha de traficantes que agia em todo o país.
Onda de crimes
A cuidadora foi alvo da operação Tártaro, desencadeada em 2014 pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord). Joselaine fazia o papel de “mediadora” no grupo e era responsável por fazer contato com presos e viajar para negociar a compra e venda de drogas.
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do Metrópoles
- As investigações avançaram com o suporte do circuito interno de segurança da instituição, cujas imagens registraram a ação predatória da investigada:
- Ocultação de colar: em uma das gravações, Joselaine finge ajudar uma idosa a retirar um colar de ouro e, em um movimento rápido, esconde a joia na própria mão antes de deixar o cômodo.
- Ação durante o sono: em outro episódio, uma residente acordou no momento em que a cuidadora tentava remover forçadamente um anel de seu dedo. As câmeras confirmaram a investida contra a idosa adormecida.
Busca e apreensão
Além da prisão preventiva, a Justiça expediu um mandado de busca e apreensão para a residência de Joselaine, localizada em Valparaíso de Goiás (GO), onde os agentes buscam recuperar os pertences e identificar novas possíveis vítimas.
O caso ganha contornos ainda mais graves com a revelação da PCDF de que Joselaine já cumpria pena em regime de prisão domiciliar por uma condenação definitiva por tráfico interestadual de drogas.
O histórico criminal prévio não impediu sua contratação para cuidar de pessoas em situação de extrema fragilidade, evidenciando uma grave falha no processo de triagem da instituição de acolhimento. A 2ª DP segue com as apurações para reaver o patrimônio das vítimas.







