GDF e União fecham acordo para operação de crédito para salvar o BRB

Ficou decidido, durante segunda audiência entre representantes do Governo do Distrito Federal (GDF) e da União, que não haverá repasse da União na operação de crédito para salvar o BRB. O encontro ocorreu no Supremo Tribunal Federal (STF), no gabinete do ministro Luiz Fux, relator da ação, promovida pelo governo do DF.

O GDF vai pegar com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aproximadamente R$ 6,6 bilhões e deve pagar, em contrapartida, R$ 15 bilhões, ao longo de 10 anos.

Participaram da reunião:

  • Nelson Antônio de Souza (Presidente do BRB)
  • Ministro Dario Carnevalli Durigan ( Ministro da Fazenda)
  • Daniel Leal (Secretario do Tesouro)
  • Luiz Henrique Alcoforado ( Procurador da Fazenda)
  • Governadora Celina Leão ( Governadora do DF)
  • Dr. Gustavo Rocha (representante GDF)
  • Valdivino de Oliveira (Secretário de Economia do DF)
  • Flávio José Roman ( Advogado-Geral da União Substituto)
  • Isadora Maria Cartaxo de Arruda (Representante AGU)
  • Ailton de Aquino Santos ( Diretor de Fiscalização)
  • Gilneu Francisco Astolfi Vivan ( Diretor de Regulação)
  • Erasto Villa Verde de Carvalho Filho (Procurador do Banco Central)
  • Diana de Almeida Ramos (Procuradora-Geral do Distrito Federal)
  • Dr. Ubiratan Cazetta (Procurador-Regional da República e Chefe de gabinete do PGR

Essa foi a segunda reunião entre o GDF e representantes da União organizada pelo ministro Luiz Fux, no STF. A audiência teve como objetivo tratar sobre a grave crise do BRB em decorrência da compra de ativos podres do Banco Master.

A primeira reunião ocorreu na terça-feira (26/5) quando foi negociado um acordo o Governo do Distrito Federal (GDF) para autorizar operação de crédito pelo BRB junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) com fiança de bancos. O GDF pediu empréstimo de até R$ 6,6 bilhões.

As tratativas se dão em ação protocolada pelo GDF no STF, de relatoria do ministro Luiz Fux. O governo do DF pede que a nota de capacidade de pagamento atribuída ao Executivo Local deixe de ser exigida em casos de concessão de créditos especificamente voltados ao processo de recuperação financeira do BRB.

A União se comprometeu a concluir essa negociação e flexibilizar os critérios que envolvem o plano fiscal do GDF que hoje limitam a R$ 900 milhões o crédito que o DF pode tomar.



Tribunal Brasília

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