Polícia investiga morte de bebê após parto; pais suspeitam de negligência

São Paulo — A Polícia Civil investiga a morte de um bebê que não resistiu ao parto no município de Registro, interior de São Paulo, na última quarta-feira (7/10). Os pais da criança suspeitam de negligência médica e o caso foi registrado como homicídio culposo (quando não há intenção de matar).

Segundo os boletins de ocorrência aos quais o Metrópoles teve acesso, Bruna, a mãe, deu entrada no hospital por volta das 5h do dia 6 de outubro, com dois dedos de dilatação. A gestante permaneceu na unidade, sendo acompanhada pela equipe médica ao longo do dia, mas durante a madrugada, passou a sentir dores intensas e pediu para realizar uma cesariana.

O pedido teria sido feito por volta das 2h30, mas uma enfermeira informou que seria necessário esperar até as 6h, quando a obstetra responsável chegaria ao hospital. O pai, Neon, afirma que também pediu a realização do procedimento, mas a equipe não acionou outro profissional para atender a gestante naquele momento.

Por volta das 6h, a médica examinou Bruna e identificou que os batimentos cardíacos do bebê estavam fracos. Diante da situação, a equipe realizou uma cesariana de emergência. O bebê chegou a nascer, mas não resistiu às tentativas de reanimação.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles SP

“Minha esposa solicitou a cesárea às duas e meia da manhã. Falaram que ela tinha que esperar até às seis. Aí o profissional chegou. Quando ela foi fazer, foi tarde demais. O bebê já nasceu praticamente sem vida”, disse o pai.

Negligência médica

Os pais também apontam divergências entre as informações dadas pela equipe e os documentos entregues depois do parto. A declaração de óbito, por exemplo, foi solicitada às 10h, mas só ficou pronta às 15h, segundo eles porque o hospital buscava esclarecer a causa da morte.

Durante a gestação, o feto também não teria apresentado nenhum problema de saúde que resultasse no nascimento com baixa frequência cardíaca.

Ambos afirmam que não querem fazer acusações sem a conclusão da investigação, mas suspeitam que a demora no atendimento e na realização da cesariana possa ter contribuído para a morte do filho.

O Metrópoles entrou em contato com o hospital responsável pela realização do parto a fim de obter um posicionamento sobre o caso, mas até o momento de publicação desta matéria não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.



Tribunal Brasília

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *